15/04/2019

A melhor obstetra do Rio de Janeiro

A MELHOR OBSTETRA DO MUNDO: A MINHA




Na visita de revisão do meu parto com a @anafialho eu a abracei apertado e com lágrimas nos olhos  e agradeci.
Vou explicar porque tenho tanto carinho por essa mulher.
Em 2014, grávida da Sara fui há duas consultas com a Ana antes de decidir ter um parto domiciliar. Ela me apoiou muito e eu fiquei bem tranquila. Era meu sonho: ter minha filha em casa, no aconchego do meu lar. Cheguei a vender minha mesa de jantar apenas para caber uma piscina na minha sala.
No dia 07/01/15 com 35 semanas fui a consulta com o obstetra “bonzinho” que me acompanhava pelo plano e tinha feito todo meu pré-natal e dizia que fazia parto normal. Minha pressão estava alta: 14x11. (A pressão ficou a gravidez inteira 11x7) e o médico simplesmente disse: “seu bebê e você estão correndo risco de vida, temos que tirá-lo daí agora. Aah e desde o dia 01 não aceito mais seu plano de saúde, o parto custa X. Se você não me ligar até as 17h vou entender que você deu seu jeito.

Liguei pra enfermeira do PD, seria nossa consulta nesse mesmo dia que me disse que com a pressão desse jeito não valeria a pena a consulta porque o PD não seria possível.

E foi assim, que com 35 semanas eu fiquei completamente desamparada. (Vale ressaltar que nenhum dos dois me ligaram até hoje pra saber se ficou tudo bem).

Então eu corri pra ela: @anafialho
Algumas pessoas disseram que ela era louca, que isso não era problema dela. Mas a Ana não é uma obstetra humanizada, ela é HUMANA! Não só pegou meu caso, como apoiou meu desejo de ter um parto normal. Deixou os filhos e a família e ficou comigo 2 dias no hospital simplesmente me esperando parir.
E eu consegui! Sara nasceu de um parto induzido, difícil, mas meu! que você pode acompanhar em bit.ly/relatodeparto



Aí eu engravidei de novo.
Cheguei a procurar outros médicos. Mas não adiantou. Eu não confiava em mais ninguém pra estar ao meu lado.
A Ana me acompanhou o tempo inteiro. Me apoiou e dizia que dessa vez seria diferente. E realmente foi. Não foram dias no hospital: Foram 3 horas de trabalho de parto ativo, lindo e natural. Único e meu. Com pessoas incríveis ao meu lado me encorajando e me tornando mais forte.
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O parto da Sofia não apaga a experiência do parto da Sara. Eu precisei viver os dois. São parte de mim e de quem eu sou. Mas eu aprendi que os planos de Deus são muito melhores que os meus. Agradeço a Deus por ter colocado em meu caminho essa pessoa incrível e minha luta é que as mulheres encontrem em seu caminho muitas outras Anas por esse Brasil. Profissionais não apenas humanizados, mas verdadeiramente humanos. 💓. Eu consegui!







08/04/2019

O segundo filho é mais fácil

Essa não é uma verdade, é a MINHA verdade!

E porque sinto isso?
Quando você é mãe de primeira viagem tudo é novo.
Você acumula muitos papéis, mulher, filha, profissional, esposa, dona de casa, amiga, estudante... e a maternidade acaba por somar MAIS UM. Além de tudo você também é mãe. E esse passa a ser papel principal. Vai pro topo da lista.

Aí você dá uma pirada. A casa sempre arrumada fica um caos. A alimentação saudável vai pro brejo. A depilação em dia esquece. As unhas nude. Não deu tempo e nem sabe se um dia vai dar. Os amigos se afastam. O mundo parece normal e você vivendo esse caos.

Mãe de primeira viagem é louco. É intenso!

Aí vem o segundo. Putz...

Sua casa já está uma bagunça. Ela nunca mais ficou arrumada. Você já está acostumada aos brinquedos espalhados. Tudo bem não ter tempo pra você, você já está acostumada a estar sempre acompanhada, e fazer unha, pra que? Não tem nenhuma festa exceto as infantis onde encontrará outras mães na mesma situação.
Nem tudo é novidade, agora você não recebeu mais uma função, você é só Mãe+1, +2, e é aí que está o segredo, a leveza. Você sabe que passa rápido, se agarra no mantra VAI PASSAR, é melhor aproveitar.

Por enquanto esse é meu sentimento como mãe de dois, as mais antigas concordam?


01/04/2019

7 coisas que toda criança com autismo gostaria que você soubesse

Se uma criança com autismo pudesse explicar como se sente, possivelmente ela falaria da seguinte maneira:




1) Antes de tudo eu sou uma criança. Eu tenho autismo mas não sou somente "Autista". 

Isso é só um aspecto do meu caráter. Não me define como pessoa. Assim como você tem pensamentos, sentimentos e talentos. Você não é somente gordo, magro, alto, baixo, míope.
Ninguém saberá do que eu sou capaz. Definir-me somente por uma característica, cria expectativas pequenas para mim. 

2) A minha percepção sensorial é desordenada.

Quer dizer que sentidos como audição, olfato, paladar, toque, sensações que passam desapercebidas no seu dia a dia podem ser doloridas para mim.
Eu posso parecer distraído ou em outro planeta, mas eu só estou tentando me defender. São muitas coisas para que eu consiga me concentrar.

3) O meu pensamento é concreto. Eu interpreto pouco o sentido oculto das palavras.

É muito confuso para mim quando você diz "não enche o saco", quando o que você quer dizer é "não me aborreça". Gírias, piadas, duplas intenções, paráfrases, indiretas, sarcasmo eu não compreendo.

4) Eu sou orientado visualmente porque a linguagem é muito difícil. 

Me mostre como fazer alguma coisa ao invés de me dizer. Repetições consistentes me ajudam a aprender.

5) me ajude com interações sociais, 

pode parecer que não quero brincar com as outras crianças no parque, mas algumas vezes simplesmente não sei como começar uma conversa ou entrar na brincadeira.

6) Tente encontrar o que provoca a minha perda de controle. 

“chilique", birra, mal-criação, escândalo, como você quiser chamar, eles são tão horríveis para mim quanto para você. E acontecem porque um ou mais dos meus sentidos foi estimulado ao extremo.
Se conseguir descobrir o que causa, isso poderá ser prevenido e até evitado. Todo comportamento é uma forma de comunicação.

7) Se você é da família me ame sem nenhuma condição. 

Não pense "Se ele pelo menos pudesse…" ou "Porque ele não pode…" Você tb não conseguiu atender a todas as expectativas dos seus pais e não gostaria de ser sempre lembrado disso.
Eu não escolhi ser autista. Sem a sua ajuda a minha chance de alcançar uma vida adulta digna será pequena. Com o seu suporte e guia, a possibilidade é maior do que você pensa.

27/03/2019

Por quê eu faço cama compartilhada



Sabe aqueles berços tradicionais, cheios de frufrus, kit com almofadões e etc.? Pois é. Eu tive um desses com a minha primeira filha.
Arrumei todo o quartinho. Pensei em cada detalhe. O tal kit berço era importado. E vivi aquele sonho e expectativa da chegada da minha filha.
Ela nasceu.
E o berço... bem, o berço foi um ótimo lugar para guardar brinquedos e roupas para passar.
Com a minha primeira filha eu descobri que o berço, o quarto, os Kits, e as dezenas de coisas que dizem que você precisa, você realmente precisa, mas seu bebê não.
Por aqui o berço não era prático. Acordar a cada 3 horas. Amamentar. Colocar pra dormir. Voltar pra cama. Não dormir bem com medo de acordar e não ouvir. Levantar de novo... admiro as mães que conseguem. Eu não estou dizendo que isso é uma regra mas pra mim não funcionou.
E em pouquíssimo tempo aderimos à cama compartilhada.


Já com a segunda filha a gente já deixa varias coisas de lado e partimos logo para a praticidade. E não é porque sou uma mãe preguiçosa não, vou explicar porque a maioria dos bebês dormem tão bem ao lado dos pais.
Imagine alguns milhares de anos atrás.
Imagine a época das cavernas. Logo no início de nossos ancestrais.
Imagine que os bebês da senhora sapiens dormisse longe dela. Em outra caverna. Sabe o que aconteceria? Não estaríamos aqui. Seríamos presa fácil. Morreríamos de frio ou atacados.
É por isso que bebês não dormem a noite toda. Instinto. Precisam dar alertas que estão vivos, se sentir seguros e protegidos.
E por isso que dormem tão bem com os pais e muitas vezes não tão bem quando estão no próprio quarto: sobrevivência!

E por isso, nada do tradicional berço. Aderimos à cama compartilhada desde o primeiro dia e para ficar mais confortável escolhemos o berço bambino da Infanti Brasil que é um mini berço para ser colocado ao lado da cama dos pais. Tem sido mais prático e mais leve e traz muita segurança pra Sofia e pra mim.



E você?


11/02/2019

Por quê eu não bato na minha filha?



Assim como muitos da minha geração eu fui uma criança que apanhei muito. Eu entendo a minha mãe, sei que ela fez o melhor que podia com a informação, e experiência que tinha. Mas não, eu não bato na minha filha.

Eu não bato porquê cada surra doeu demais.
Doeu porque veio de alguém que eu amava e que deveria me proteger.
Doeu porque eu aprendi que cada erro cometido, cada dificuldade em lidar com alguma situação resultaria em dor.
Doeu porque eu aprendi que conflitos eram resolvidos com violência.
Doeu porque eu não tinha respeito, era medo mesmo. Medo de errar.
Beliscões, palmadas, tapas, apertos, chineladas... fracos ou fortes, não mostravam os meus erros. Mostravam o cansaço da minha mãe e a dificuldade dela em lidar com as minhas limitações, imaturidade e dificuldades. Hoje percebo que não tinha nada a ver comigo, o tempo inteiro teve a ver com ela. Mas a maturidade para entender isso chegou 15 anos depois de muitas surras.

Eu tenho essas mágoas, eu não morri, eu respeito minha mãe, nos damos muito bem hoje, eu aceito a minha criação, eu sou uma cidadã de bem.
Eu sei que vou errar com a minha filha em diversos aspectos, e posso até perder a cabeça e cuspir pro alto, mas essas marcas, eu não quero deixar.

Você apanhou na infância?

 
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