23/07/2017

O que é Milk Bath: a nova tendência de ensaios fotográficos



O Milk Bath, ou banho de leite, sempre foi conhecido graças a Rainha do Nilo: Cleópatra.
Dona de uma beleza estonteante e uma pele macia, seu segredo eram seus demorados banhos de leite e mel. Posteriormente, a ciência acabou por firmar que realmente este banho traz muitos benefícios para nossa pele. O leite possui proteínas (albumina, caseína) e ácidos (ácido lático) que ajudam na remoção de células mortas, regenerando e tonificando a pele tornando-a mais macia e brilhante. O leite também possui vitaminas   (A, B1, B2, C) que vão nutrir e combater radicais livres, rejuvenescendo a pele.

No entanto, no final da gravidez, com toda a agitação e ansiedade que a chegada de um bebê causa, é importante para a mulher um momento que ela pare um pouco e relaxe. Observe seu corpo, suas curvas, sinta sua respiração e conecte-se com seu bebê. E assim começaram os banhos de leite.
O branco do leite realça o que realmente importa e coloca em foco o assunto principal. Além disso o leite tem uma conexão materna natural graças a amamentação, que leva ao apego, a conexão mãe e bebê e por isso, está super na moda entre as gravidas do mundo inteiro: ensaio fotográfico Milk Bath.

A primeira coisa que perguntam é se é leite de verdade. Sim, é!
É uma mistura de água e leite. Quanto mais leite você usar, mais você ira obscurecer o seu assunto, ou seja, menos do corpo você mostra.

Um banho de leite simples assegura que a mulher seja o ponto focal principal, mas flores e outras decorações podem dar a sua foto um pouco de textura e contraste. Flores naturais costumam flutuar, já as flores sintéticas costumam afundar. Muito importante testar os objetos antes.  É possível usar também tecidos, o efeito é lindo! Para crianças há quem use até cereal. Como em tudo na fotografia, o céu é o limite!

Se você tem uma banheira, procure um bom fotógrafo, inspire-se nas fotos que escolhemos pra você e arrase! O efeito é maravilhoso!!!


Beijos,
Brena Costa
Inspirando-se para o segundinho









minha preferida

Com antes e depois ♥

crianças também podem












06/07/2017

Está sem energia e ânimo? Você pode estar doente e não sabe



Você está sem paciência, mal humorada, vive se queixando de tudo e de todos, sem disposição e sem energia?
Dorme mal, vive reclamando da vida! Outras vezes cochila pelos cantos, durante o filme, no meio das conversas. Parece sempre desinteressada. Alguns dizem que você tem o "gênio difícil" e que é difícil de conviver?

Das duas uma, se você teve filho há pouco tempo isso pode se chamar puerpério, mas se não, pode ser DISTIMIA.

Distimia é uma forma leve de depressão, é uma doença e precisa ser cuidada e eu descobri isso graças uma amiga. Mãe de dois, dando conta da casa e dos filhos, sempre cansada, mal humorada, sem ânimo pra fazer as coisas e pensava que a culpa por isso era da vida materna (também :D) mas não é só isso.

No Brasil, existem 5 a 11 milhões de pessoas que sofrem desse mal! Eles são 3 a 6% por cento da população no mundial!

A Distimia é um tipo de depressão que faz parte do grupo dos transtornos mentais que interferem com o humor das pessoas e por isso os psiquiatras chamam esses quadros de "Transtornos do Humor". Ela é diferente dos outros tipos de depressão porque seus sintomas são mais leves, mas têm uma longa duração. Isso torna difícil que o paciente se perceba deprimido, fazendo com que ele conviva com essa depressão, tentando se sobrepor, lutar contra ela. É por isso que é tão prejudicial, pois essa situação acaba por trazer inúmeras consequências para seus portadores. No entanto, existem estudos internacionais que mostram que ela é subdiagnosticada pelos médicos, sejam eles clínicos ou especialistas. O paciente dificilmente procura um médico, e quando o faz, raramente procura um psiquiatra. Na maioria das vezes ele vai a um clínico com queixas como falta de apetite, insônia ou cansaço

O clínico, pouco treinado no diagnóstico de transtornos mentais, não reconhece a depressão e vai investigar as queixas físicas, com as quais tem mais familiaridade. Muitas vezes vão prescrever vitaminas, indutores do sono, tentando tratar cada queixa isoladamente. Noutros casos, ele consegue reconhecer que o quadro é de depressão, mas seu conhecimento sobre o tratamento dos quadros depressivos é limitado e ele não consegue ministrá-lo corretamente. Isso pode ocorrer porque a dose do medicamento é insuficiente, ou porque o antidepressivo escolhido não tem a eficácia necessária, ou mesmo porque a duração do tratamento é limitada, etc. Assim, o paciente que, com muita resistência, procurou ajuda médica, perde a oportunidade de tratar-se e vai carregar seu sofrimento por outro longo período, até que faça (e se fizer...) uma nova tentativa.

A doença do mau humor tem cura?


A distimia tem cura e esta pode ser alcançada com o uso de medicamentos antidepressivos receitados pelo psiquiatra e com o acompanhamento de um psicólogo ou psicanalista. O tempo de tratamento da distimia pode variar de 1 a 4 anos, mas é possível que o indivíduo apresente novos quadros de distimia durante a vida, necessitando novamente de tratamento clínico e psicológico.
Sintomas de distimia

São sinais e sintomas de distimia

  •     Mau humor frequente;
  •     Excesso de críticas;
  •     Angústia;
  •     Ansiedade;
  •     Inquietação;
  •     Insatisfação;
  •     Irritabilidade;
  •     Falta de apetite ou apetite em excesso;
  •     Falta de energia ou fadiga;
  •     Sentimento de falta de esperança;
  •     Isolamento social.

O que causa a doença do mau humor


As causas da distimia não são totalmente conhecidas, mas sabe-se que ela pode estar relacionada a situações emocionais mal resolvidas. Além disso, o temperamento do indivíduo e as situações estressantes do dia a dia podem influenciar e agravar o quadro da distimia levando o indivíduo à depressão.
Se você quer saber se pode estar doente, >>> clique aqui<<< e faça um teste.


Lembre-se, sua saúde é muito importante e a distimia tem tratamento. Não é besteira, não é frescura, é uma doença e tem cura. Para criarmos filhos saudaveis e felizes, NÓS precisamos estar saudáveis e felizes!

Beijos Brena
Fazendo meu teste agora!!!

Fonte: Abrata.org.br
tuasaude.com

14/06/2017

Você sabe qual é a verdadeira origem dos slings?

Carregar bebês em tecidos é uma prática que existe há milhares de anos. Os pais de todo mundo usavam uma variedade de panos compridos, xales, cachecóis e até lençóis para aconchegar seus bebês e realizar suas tarefas diárias.

Slingar não era algo "especial" e diferente como é percebido hoje no mundo ocidental, mas apenas o que se fazia para dar conta das tarefas e dos filhos. Mães precisavam trabalhar e não tinham com quem deixar ou como entreter o bebê, então a solução era levá-lo junto. Era de bom senso que a mãe usasse um carregador de bebês para tornar sua vida um pouco mais fácil.

Mesmo hoje, muitos tipos tradicionais desses carregadores ainda são usados ​​em alguns países onde a prática de slingar é totalmente normal, uma necessidade e um modo de vida.

Um carregador para cada país

Cada país/área do mundo tem um carregador tradicional projetado para atender às suas necessidades específicas, ou seja, clima quente ou frio, tipo de trabalho que as mães fazem, posições de uso cultural ou tradicional.
  •    No México é chamado de Rebozo ou Chal, na Guatemala, Parraje e no Peru e Bolivia, Manta  esses são carregadores muito similares. Um tecido sobre o ombro com o bebê geralmente nas costas.
  •     As pessoas do Alasca / Canadá têm o Amauti, que é uma jaqueta ártica muito grossa com um "bolso" de bebê nas costas, o bebê ainda se encaixa sob o capuz superdimensionado!
  •     As mães da Papua Nova Guiné usam um Bilum - uma bolsa como uma rede colocada na cabeça e o bebê pendurado nas costas.
  •     As mães indonésias usam um Selendang que é um tecido longo e ornamentado .
  •     As mães aborígenes costumavam manter seus bebês em carregadores de cascas;
  •     As mães asiáticas usam uma variedade de transportadores, incluindo Mei-tai / Hmong / Bei (China), Onbuhimo (Japão), Podaegi (Coréia)
  •     As mães galesas enrolavam seus bebês em xales mornos, chamado ' Siol Fagu '.
  •     As mães africanas usam um " Khanga", que é um pedaço de pano curto, amarrado ao redor do tronco, então o bebê fica baixo nas costas.
video

E você aí pensando que slingar é novidade. :D

O declínio e o surgimento do babywearing


Infelizmente, em muitos países, o cuidado com o bebê tornou-se menos comum porque passou a ser visto como algo que "pessoas pobres faziam". Somente pessoas ricas podiam pagar carrinhos de bebês e por isso eles passaram a ser objetos de desejo de muitas mães. Ainda que hoje não seja mais assim, o carrinho muitas vezes é um objeto de pouco uso já que em alguns lugares é praticamente inviável devido ao terreno (e quando digo isso não estou pensando apenas em solo africano, peruano ou no Alasca, me refiro a selva de pedra que vivemos mesmo).

Ironicamente, mesmo que as mulheres dos países em desenvolvimento estejam tentando "ser mais como os americanos" por NÃO carregar seus bebês, os slings estão rapidamente ganhando popularidade com os próprios, é cada vez mais comum a prática de carregar bebês nos países desenvolvidos e entre celebridades.

Ainda assim, curiosamente, os carrinhos de bebê foram comercializados em uma cidade africana e foi um grande fracasso de vendas.  As mães se perguntavam pra que precisariam de tais "engenhocas" e o que havia de errado com os bebês dos brancos para que eles precisassem ficar isolados? É eu também estou tentando entender ainda.

Pois bem, em meados do século passado iniciou-se um movimento para tornar os bebês independentes e impedir que eles fossem prejudicados pelo excesso de amor e atenção. Havia a procura por "instrutores de bebês". As mães deixaram de aprender a ser mãe com outras mães, perdeu-se o conceito de aldeia onde mulheres se apoiavam e ensinavam e, em vez disso, passaram a receber conselhos de homens, considerados "especialistas" porque eram do sexo masculino e médicos. Mesmo que homens e mulheres tenham estilos e expectativas parentais totalmente diferentes (não é errado, apenas diferente).

Os bebês foram colocados em carrinhos e berços, instruídos a não serem tocados e toda uma série de invenções para evitar o "mau hábito" de carregar seu bebê e deixá-lo mal acostumado. Este afastamento da maternidade tradicional seguiu também para o movimento do nascimento.  Os partos deixaram de ser em casa e passaram a ocorrer em hospitais. E as mães deixaram de ser aquelas que mais conheciam seus bebês para se tornarem "apenas outra mãe tola", em quem não se deve confiar no bem-estar de seu próprio filho. E não sou eu quem estou dizendo tudo isso e sim Sue Kedgley (1996) "Mum's the Word: The Untold Story of Motherhood in New Zealand".
O Estado então passou a "resgatar" os bebês de suas famílias tão ignorantes e passou a encorajar o que eles consideravam adequado para os cuidados médicos. Ou seja, bastou algumas décadas para desfazer séculos de conhecimentos e apoio materno e aqui estamos, tentando curar essas feridas.

Atualmente já existem diversas pesquisas que anularam essa teoria do "bebê malcriado" e agora sabemos que a falta de amor e toque realmente atrasa severamente o desenvolvimento dos bebês. Eles precisam e de fato desejam contato e o movimento corporal com a mãe influencia e muito no seu crescimento físico e emocional. Vide o caso dos orfãos romenos na década de 90 que foram deixados em berços sem amor e toque, e o impacto disso no desenvolvimento deles.

De acordo com a Dra. Maria Blois em seu livro 'Babywearing' (2005), a história do babywearing no ocidente mudou no Havaí em 1981. Naquele ano, um homem chamado Rayner Garner inventou uma tecido com dois anéis e bordas acolchoadas, para que sua esposa Sachi usasse com seu bebê.Seu design foi tão popular e útil que, em 1985, o Dr. William Sears comprou os direitos e continuou a fazer e promover os slings de argolas. O design básico do sling ainda existe hoje em muitas variações.
Dr Rayner e sua esposa
O Dr. William Sears usou o termo 'babywearing' que ganhou popularidade e é traduzido como "vestindo seu bebê". Atualmente no Brasil o termo mais tradicional que usamos é o Sling, que em inglês signifca "tipóia". Os slings passaram a ser como uma extensão do ambiente do útero, trazendo consigo muitos benefícios para o desenvolvimento do bebê e a sanidade dos pais!
A comunidade Babywearing é extremamente afortunada por ter o apoio ideológico e prático desse incrível pediatra e pai de 8, junto com sua esposa Martha, RN, Lactation Consultant e LLL Leader.

Nos dias atuais...


Os slings estão se tornando cada vez mais reconhecidos em todo mundo como uma importante ferramenta para pais. As pessoas nos mundos médico e infantil estão começando a perceber o valor do sling como um meio de ligação com o bebê e auxiliar no desenvolvimento dos pequenos..

Existe uma enorme variedade de carregadores: slings de argolas, wrap slings, fast wraps, mei tai, pouchs...
Mas ainda há também muito dinheiro investido na indústria infantil com carrinhos caros, berços, chiqueirinhos, e etc.

O que podemos dizer é: antes de gastar o seu suado dinheiro, pergunte a você mesma: Eu preciso dessas coisas? Eu vou comprar por que preciso dessas coisas, por que me disseram pra eu comprar, ou por que é algo tão cultural que eu farei? Pense que na realidade a única coisa que importa para o seu bebê é estar com você.

Muitos carregadores são produzidos por mães como você, que conhecem as dificuldades em criar os filhos e mantê-los por perto então pensem nisso na hora de comprar o seu, ainda que fique tentada em comprar algum de uma grande empresa, pense na possibilidade de incentivar e contribuir com o empreendedorismo materno. Eu sou uma dessas mães que acredita na importância da relação mãe e filho, no colo e nos benefícios dos carregadores, e que faz parte de uma nova geração que está gradualmente aprendendo a confiar novamente em seus instintos e sua intuição. A prática de carregar é uma tradição de centenas de anos e não será esse sistema que atrapalhará esse processo de redescoberta, e a a Sorrindo baby www.sorrindobaby.com.br é o fruto dessa minha paixão. Lá eu vendo wrap slings e fast wraps para os bebês ficarem onde deve até estarem prontos: no colo!

Garanta seu sling pelo site: www.sorrindobaby.com.br



Adaptação: http://www.slingbabies.co.nz

07/06/2017

7 desenhos infantis educativos que seus filhos gostarão de assistir

 
 
Sabemos que brincadeiras ao ar livre, trabalhar com a imaginação e o lúdico é algo maravilhoso para a infância dos pequenos e que devem ser sempre incentivados. Mas atualmente existem diversos desenhos animados com um enorme potencial educativo que também podem ensinar e divertir ao mesmo tempo. Um não substitui o outro.

Por aqui já passamos pela fase das animações musicais como Galinha Pintadinha e Bita e Peppa também fez muito sucesso. Mas chegou o momento que eu percebi que ela só assistia Peppa porque era algo que ela já gostava por estar presente em todo lugar e era cômodo pra mim, prendia atenção por alguns minutos. Ela só gostaria de outras coisas se eu apresentasse pra ela então caberia a mim buscar desenhos animados que atraíssem a sua atenção e transmitisse alguma mensagem. Então está aí a minha lista dos nossos desenhos educativos preferidos.

1 - Dora, a aventureira

A Dora tem algo muito legal, a questão do bilinguismo do desenho. Ela fala português e ensina palavras em inglês incentivando que a criança repita e interaja com as ações do desenho. Na versão original, a Dora fala inglês e ensina seus telespectadores a falarem espanhol, isso justifica a aparência e o nome latino da personagem: Dora Marques.

É uma série da Nickelodeon e disponibilizada pela Netflix. São 8 temporadas em que Dora e seu amigo macaco Botas passam por diversas aventuras juntos com a ajuda do telespectador. Sara e eu adoramos e sempre respondemos e interagimos com a Dora. Pra quem gostar, a Dora tem um primo que é o desenho Go, Diego. Que segue a mesma linha com os animais.

2) A casa do Mickey Mouse
Gostar do Mickey não é algo difícil pra nenhuma criança ou adulto. Todos se apaixonam facilmente pelo rato encantador. Mas o diferencial desse desenho mais uma vez é a interação dos personagens com as crianças.  A série é destinada a crianças em idade pré-escolar, e eles sempre tem alguma missão ou problema para solucionar que envolve cálculos, geometria e diferentes enigmas. Apesar da Sara não conseguir responder a todos os desafios, alguns ela consegue responder muito bem ao Mickey e seus amigos.
A série é do canal Disney Junior e também está disponível na Netflix.
Um detalhe: Provavelmente você chegará no trabalho cantando: ♫ É a casa do Mickey / Vamos lá vai começar! ♪

3) Kazoops
Esse eu conheci por acaso essa semana e adorei! (Talvez até mais que a Sara, eu adoro ela falando: Kazupx)
É uma série do Netflix que conta a história de Monty, um menino de seis anos cheio de imaginação. Ele mora com seus pais, sua irmã e sua avô que é bem divertida e engraçada. Ele não desgruda de seu porquinho de estimação, Jimmy Jones. As aventuras do Monty são na imaginação, ele usa a expressão: Imagina só! E imagina coisas engraçadas e brincadeiras divertidas pra alguma situação do cotidiano sempre acompanhado de uma música deliciosa de ouvir. Incentiva as crianças a usarem mais a imaginação no seu dia dia.
Um ponto interessante no desenho é a diversidade da família. O pai lava a louça, faz as atividades domésticas, a mãe conserta carro, trabalha fora, a avó tem cabelo pro alto, a irmã tem cabelo azul e todos se amam e se respeitam demais, como uma família deveria ser.



4) Charlie e Lola
Esse é mais um daqueles desenhos de construção de relações. Charlie é um irmão mais velho super atencioso com a irmã Lola. Explica situações do cotidiano e ele de uma forma muito carinhosa e paciente dá asas a imaginação e criatividade da Lola. É um desenho fofo principalmente para irmãos. É um desenho simples e muito doce e por isso pode não chamar atenção e ser considerado um pouco bobo, o que não é. Passa na Discovery Kids e também no Netflix (gosto mais da dublagem dos primeiros episódios)


5) Sarah e o Pato
Ok, eu confesso que fui atraída pela animação pelo nome Sarah, mas aí eu descubro um desenho lindo e delicado. Sarah é uma menina de 7 anos que tem um pato de estimação. É interessante que no desenho não aparem adultos, exceto pela Senhora do cachecol. Uma velhinha que tricota e adora conversar. E aí vem uma sacada genial, nessa animação, só quem tem voz ativa são crianças e idosos. A sensação que eu tenho é que eles são ouvidos porque eles são importantes. As crianças são independentes, conversam sobre várias coisas, a vida é simples. Uma das coisas que Sara mais gosta é sentar em seu banco e relaxar. Em um mundo de adultos isso não é possível, parar, relaxar, e pensar... ah que inveja da Sarah. Durante a historia as vezes aparece algum adulto, um atendente, mas eles não possuem relevância no desenho. O mais relevante são as aventuras e as coisas simples da vida. A historia tem um narrador, o ritmo é lento, a trilha sonora é delicada e relaxante.
O desenho passa na TV Brasil e também está disponível no Netflix.


6) Floogals
Seguindo a pegada de aprendizado e descobertas, Floogals conta a história de 3 alienígenas que estão na terra descobrindo o nosso mundo e passando informações daqui para seu planeta. (Ok, contando assim me pareceu bem assustador pequenos seres nos observando) Mas não é bem assim. Os alienígenas foram cuidadosamente escolhidos para dar ideia de alguém descobrindo um mundo novo, e crianças nada mais são que isso. Tudo é novo pra elas. Coisas do cotidiano que podem ser normais pra um adulto, pra elas são uma novidade. O que é, pra que serve, como funciona. São questões respondidas de uma maneira muito divertida.
Os criadores da animação tiveram muita atenção na maneira como os Floogals aprendem as coisas: seguem as etapas do método científico, primeiramente com a observação, depois com a formulação de hipóteses, experimento, obtenção de resultados e, por fim, a conclusão.
Vale muito a pena assistir e passa no Discovery Kids.

7) O Show da Luna
E por último e o preferido: O show da Luna!
Genteeee, muito amor pela Luna e muito orgulho por ser uma série brasileira! Eu aprendo demais! Primeiro que a Luna é uma menina que não usa rosa (Amém), ela é uma cientista (sim isso é possível, mulheres cientistas) e ela junto com seu irmão Júpiter e seu furão Cláudio vivem aventuras para solucionar o porquê das coisas acontecerem.
O mais importante pra mim não é só o aprendizado, que é o foco principal do desenho. O que mais me atrai é a relação dela com o Jupiter. A Luna é aquela irmã que o irmãozinho admira e ela enxerga ele como igual, não como aquela criança que chegou pra atrapalhar. Apesar das idades, eles compartilham os mesmos amigos, as mesmas aventuras e as mesmas brincadeiras. Eu amo isso na Luna ♥
Depois as histórias e roteiros são muito bem bolados. A família da Luna participa efetivamente dos experimentos e reconhecem, apoiam e incentivam. Isso é muito importante para a criança. É um programa que incentiva perguntas e descobertas das crianças. Luna, Eu te amo!


E vocês, têm alguma sugestão de desenhos animados educativos?

24/05/2017

Por que crianças não devem ser obrigadas a compartilhar

Eu sei que você vai querer me matar com o título desse texto, mas vamos lá, deixa eu explicar:
Sara está na fase do "é meu" e eu sempre morri de vergonha quando ela está perto de alguma outra criança e não quer dividir os brinquedos. Algumas vezes eu já tirei o brinquedo da mão dela e emprestei pra outro amigo. Ela chorou, reclamou mas depois se distraiu com outra coisa. Ok. Ensinei ela a dividir, que o mundo não gira ao redor dos interesses e necessidades dela.
Ensinei mesmo?


Um certo dia eu estava assistindo Netflix, feliz e contente. Aí, fui ao banheiro e quando voltei... meu marido estava no meu lugar, com o meu netflix, assistindo outra coisa. A casa caiu!!!
Aí te pergunto: Eu poderia assistir depois! Eu poderia deixar pra lá! Eu poderia relevar... mas amiga, era o meu momento. Eu estava muito bem, feliz e contente. Por que EU abriria mão do meu momento por outra pessoa? Apenas para evitar a terceira guerra mundial.

Quando seu filho está brincando com alguma coisa, vem outro amigo e tira dele, ou chora por isso e você insiste que ele tem que emprestar, você não está ensinando a compartilhar. Você só está mostrando que quem vence é o mais forte, o mais persistente ou o mais chorão.

Claro que não estou falando aqui da criança que tem vários brinquedos por perto e não quer emprestar nenhum. Estou colocando aqui a situação de que você não deveria insistir para que ele compartilhasse o que ele estava brincando naquele momento. Crianças precisam aprender sim que não podem ter tudo e quando querem. Precisam aprender a compartilhar pelo prazer de deixar o outro feliz, porque querem fazer isso e não porque choram mais. Isso serve inclusive para irmãos. É muito comum dizermos: "empresta pro seu irmão, ele é mais novo, ele não entende, olha o seu tamanho." O que o mais velho aprende com isso? Que o mais novo sempre terá poder por ser o mais novo, e ao invés de unir, isso muitas vezes afasta irmãos e cria uma relação de poder dos dois lados, do mais fraco e do mais velho.

E foi aí que eu percebi que essa era apenas uma das centenas de coisas que faço errado. Se eu estou em um metrô e abro um pacote de biscoito, eu não ofereço meu biscoito pra todo mundo ali, e iria achar muito estranho se alguém tirasse o biscoito da minha mão e resolvesse comer. Mas se o seu filho estiver na pracinha você obriga ele a oferecer pra pracinha inteira, e se alguém tira um brinquedo da mão dele e ele não quer emprestar, chamam seu filho de egoísta. Será que é mesmo ou será que o egoísta somos nós em não valorizarmos os sentimentos das crianças? Vale a reflexão!!!



 
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