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11/06/2018

O casamento e os filhos


 O CASAMENTO E OS FILHOS



Pouco se fala sobre a relação homem x mulher depois dos filhos.
Porque muda, muda muito.
Aquelas noites com vinho e filme não são mais frequentes.
Aquelas viagens de última hora pra qualquer lugar também não.
O sexo ao acordar, no banho, na cozinha e em cima da máquina de lavar... ficam só na lembrança.
Mudou, não se sobra muito tempo quando tem as necessidades de uma terceira pessoa envolvida.

Mas mudar, não é acabar.
Essas mudanças fortalecem e muitas vezes amadurecem a relação.
Se você enxergar com cuidado, perceberá que o romance ainda está ali, vivo de uma forma diferente.

Romance é quando estão todos juntos assistindo Frozen pela milésima vez e sua filha dizer: eu amo muito vocês! E aí vocês trocam aquele olhar de quem está no caminho certo.
Ou quando depois de um dia cansativo e o bebê finalmente dormem, se aconchegam no sofá.
É parar para observar seu parceiro contando histórias e imitando vozes de cada personagem e você sentir um orgulho dele como pai muito maior do que como marido.
É chegar em casa bem tarde depois de um dia longo e a comida estar no micro-ondas enquanto os dois dormem.

E aí você descobre que existe muito romance a ponto de transformá-lo em uma família.
O amor está aí ainda, em pequenos gestos, será que você tem enxergado?

03/01/2018

Por que seu filho assiste vídeos no youtube

 Como toda criança de 3 anos, a Sara gosta de desenhos como Dora aventureira, Daniel Tigre e de princesas como Frozen e Rapunzel. Mas o que deixa ela muito feliz é assistir vídeos de massinha e baby alive no youtube. Isso me incomoda demais, afinal, não faz o menor sentido pra mim ela parar na frente da TV ou tablet para assistir outras crianças (e até mesmo adultos) brincando ao invés de brincar com os próprios brinquedos.



Me assusta também porque o mundo do conteúdo infantil no Youtube é um abismo. Você começa assistindo a um video da galinha pintadinha e termina assistindo videos de brinquedos e crianças abrindo ovos com massinha ou até mesmo adultos com suas vozes agudas brincando. (não faz sentido eu seeeeeiiii). Isso na melhor das hipóteses, pior, é quando um video inocente te leva a um conteúdo perturbador e grotesco, geralmente inadequado ao público infantil. Nada de sexo ou violência excessiva, que, se aparecem no YouTube, costumam ser removidos ou são restritos para menores de 18 anos. Mas com frequência surgem nos desenhos episódios de tortura, morte, escatologia, sangue, sofrimento, estranheza, entre outras possibilidades que facilmente assustam crianças mais novas.Para um adulto, os primeiros segundos já bastam para identificar o vídeo como uma versão tosca do desenho original. O traço é mais mal acabado, a animação menos sofisticada. Uma criança pequena dificilmente fará esta identificação imediata. A sensação de que algo está errado surge apenas diante dos atos incomuns desempenhados pelas caricaturas.


Diante disso, eu controlo o tempo inteiro o que ela assiste. 
Youtube em casa só é assistido na TV da sala onde posso sempre acompanhar o que está passando. Tablet ou celular apenas em situações de emergência como viagens, passeios de carro ou restaurante. (Ainda assim sempre prefiro levar brinquedos e uso como último recurso). 

Mas, por quê esse conteúdo encanta os pequenos? 


Com os vídeos das crianças entre os conteúdos mais vistos na história do YouTube, cientistas, videomakers e comerciantes estão tentando descobrir o algoritmo para o que faz os telespectadores jovens tão obcecados com eles.

Acontece que as razões pelas quais as crianças estão tão atraídas por vídeos no YouTube e o aplicativo YouTube Kids não são totalmente surpreendentes, mas agora você saberá o por que ele assiste Galinha pintadinha por horas. você saberá o que está acontecendo dentro de seus cérebros enquanto se sentam lá com a boca aberta como você Ouça pela enésima vez, "Mommy Finger, Mommy Finger, onde você está?" (Desculpe.)
  1. Eles adoram estar no comando. Se você tem um bebê, você já sabe disso. A programação do YouTube sob demanda dá-lhes uma sensação de controle.
  2. Eles têm curtos períodos de atenção. Os vídeos curtos são basicamente doces cerebrais. 
  3. Eles são curiosos e adoram surpresas, gostam de coisas fechadas e o prazer de desembrulhar. É por isso vídeos de ovos surpresas fazem tanto sucesso.
  4. Eles são atraídos por cores brilhantes. Eles podem ser hipnotizados por um mapa do tempo, desde que seja semelhante a um desenho animado, bem colorido. 
  5. Eles gostam do familiar. Sim, seu filho, pelo menos por enquanto, provavelmente prefere um elefante terrivelmente desenhado cantando do que filme mais bonito da Disney. Porque o filme tem um enredo mais longo. As crianças pequenas estão predispostas a tornar-se obsessivas em relação a coisas mais curtas.
  6. Eles gostam de assistir as mesmas coisas diversas vezes em uma busca de compreendê-la. Eles estão absorvendo toda essa repetição, e a capacidade de aprender algo novo é gratificante.

Não há consenso sobre se o conteúdo das crianças no YouTube é bom ou ruim para o desenvolvimento. Por enquanto, a maioria dos especialistas diz para tratá-lo como pequenas porções de bolo geralmente são boas, mas é melhor dar-lhes algo mais substancial, como brinquedos reais.

20/12/2017

Quando você deve ter outro bebê?

Às vezes, mais difícil do que a decisão de ter um filho, é se devemos ter OUTRO filho. Essa pergunta tem sido muito recorrente e Sara tem pedido "uma irmã bebê". 
A questão então passa a ser: Quando? Qual é o melhor momento para ter o outro filho?



O intervalo de nascimento entre irmãos, é um tema maciço de análise - para os economistas, os sociólogos, a Organização Mundial da Saúde e, acima de tudo, os pais, que devem pesar estrategicamente os fatores, as finanças, suas carreiras, sua disponibilidade, etc. E então, é claro, a decisão pode não estar em suas mãos, pois não é como se você pudesse simplesmente escolher uma data no calendário e digitar "bebê novo". É muito complexo e muito pessoal.

Embora você nem sempre possa escolher o momento, você pode saber o que esperar em cada intervalo de idade. Aqui estão alguns prós e contras de cada intervalo, como explicado pela ciência e alguns pais reais.

Nota: A informação é generalizada e aplica-se principalmente a famílias que passam de uma para duas crianças. Uma vez que existe vários intervalos de idade, não é possível resumir perfeitamente. Além disso, quando você tem filhos com necessidades especiais, isso também muda as coisas. Como mencionei, é tudo muito complexo e muito pessoal. É só uma SUGESTÃO! 

DIFERENÇA MENOR QUE 1 ANO E MEIO


A essência: é a abordagem "tudo de uma vez". Você já está no fundo do posso, por isso pode fazer sentido para tarefas múltiplas. Há eficiência e possíveis economias nesse plano feito. (Isto é, se você tiver apenas dois filhos.)  Você consolida os anos cansativos em que está em 'modo bebê'. Você se torna uma máquina eficiente de troca de fraldas, escovação de dentes e alimentação. Você aprende a fazer malabarismo com dois pequenos seres que dependem tanto de você. Sabe toda a dificuldade do primeiro bebê? Multiplique os tempos e adicione mais cocôs e trocas de fraldas.:D

Prós:

  • Você já tem todo o material necessário ali a disposição como cadeirões, berços, brinquedos. Então uma vez que a fase tenha acabado, nada de guardar tranqueira.
  • As crianças podem ter os mesmos interesses, brincar com os mesmos amigos e assistir aos mesmos desenhos, pelo menos nos primeiros anos. Isso facilita a sua vida.
  • Você pode evitar problemas (maiores) de ciúmes com seu primogênito, com a chegada do novo bebê. Seu filho mais velho é muito jovem para entender completamente o que tudo isso significa - para que ele seja menos propenso a agir ou a rejeitar o novo bebê do que se fosse mais velho. Além disso, porque ele não teve mãe e pai sozinho por tanto tempo, ele pode não esperar tanta atenção ou tratamento preferencial.
  • Você pode economizar dinheiro. Isso pode ser difícil de entender porque há múltiplas tarefas e gastos, mas é necessário pensar estrategicamente, por exemplo, contratar uma babá para duas crianças jovens pode ser mais barato do que pagar pela creche para dois irmãos de idades mais distantes.
  • Os anos de bebê são uma fase curta (sim, eu juro que é) de sua vida, e você pode compartimentá-los em seu cérebro como tal. Uma vez que eles cresçam e você sinta o gostinho da liberdade, poderá ser difícil recomeçar.
  • Seus filhos brincarão juntos e serão bons companheiros de brincadeiras ( e isso poderá te proporcionar um tempinho livre a longo prazo. Foca no futuro!)

Contras:

  • O corpo de uma mulher pode não estar pronto para outro bebê com tanta rapidez. (atenção, não é uma certeza). De acordo com um estudo publicado no International Journal of Obstetrics and Gynecology, as mulheres que ficaram grávidas no prazo de um ano após o parto apresentaram duas vezes mais probabilidades de ter aquele novo bebê nascido prematuramente, em comparação com as mulheres que esperaram pelo menos 18 meses. Estar grávida dentro de seis meses de um nascimento vivo também está associada a um risco aumentado de parto prematuro, desprendimento placentário, baixo peso ao nascer, distúrbios congênitos e esquizofrenia.
  •  Você precisará aprender a fazer duas coisas ao mesmo tempo. 
  •  Você pode sentir que sua atenção está sempre dividida e que não conseguirá dedicar muito tempo a cada filho.
  • A vida pode ser muito estressante por um tempo. Mães de gêmeos ou irmãos próximos têm maior risco de depressão pós-parto.


DIFERENÇA ENTRE 1 ANO E MEIO E 2 ANOS


A essência: você não esqueceu completamente o básico do recém nascido, mas você teve pouca chance de respirar. Seus filhos ainda estão próximos o suficiente em idade para compartilhar - e brigar também - e possuem muitos interesses comuns (brinquedos, o "bom lugar" no sofá e a atenção de seus pais).

Prós:

  • Uma diferença de idade de dois anos geralmente deixa o corpo de uma mãe se recuperar entre gestações.
  • As crianças ainda poderão crescer nas mesmas escolas juntas.
  • Você ainda pode, em geral, mantê-los em horários semelhantes (com cochilos, hora de dormir, etc.)
  • A criança mais velha geralmente abraça orgulhosamente seu papel como irmão ou irmã mais velha, e pelo menos tenta ajudar com o bebê.

Contras:

  • A rivalidade entre irmãos pode ser intensa.
  • Uma criança no seu Terrible Twos (aquela fase de birras e descobertas)  mais um recém-nascido pode fazer sua casa explodir.
  • Quando o novo bebê chega, seu filho pode (temporariamente) transformar-se de volta em um bebê, isso significa que poderá regredir em algumas situações e dar trabalho como voltar a chupar dedo, atrasar o desfralde, etc. 
  • A criança mais velha pode não entender o conceito de ser gentil com o novo bebê.

 DIFERENÇA ENTRE 3 E 4 ANOS

A essência: este espaço dá aos pais algum tempo para se sentirem confortáveis em seus papéis e descobrir o que funcionou e o que não aconteceu pela primeira vez. (Desculpe, primogênitos de cobaia ♥). Com essa lacuna, as crianças mais velhas terão interesses e amigos únicos, o que permanecerá quando o novo bebê nascer, de modo que suas vidas não sejam completamente interrompidas.

Prós:

A criança mais velha pode ajudar - de verdade - com o novo bebê. E você pode dizer-lhes coisas como que o bebê está dormindo, então você precisa ficar quieto e não puxá-lo com força, e ele é capaz de entender (cumprir é outra história).
A criança mais velha será mais independentes, são capazes de se alimentar sozinhas, ir ao banheiro, vestir-se, e distrair-se sozinha exigindo menos atenção todo o tempo.
O espaço entre irmãos com pelo menos dois anos de intervalo os torna mais inteligentes, de acordo com pesquisas de um professor de economia da Universidade de Notre Dame (ele que disse, não eu).

Contras:

  • Se o filho mais velho estiver na escola por exemplo, podem trazer para casa muitos germes que podem levar o novo bebê a ficar doente. De acordo com um novo estudo, crianças com menos de 2 anos são duas vezes mais propensas a ter sintomas graves de gripe se tiverem um irmão ou irmã mais velha. Isso porque adultos possuem cuidados e preocupações com higiene que as crianças muitas vezes não tem. O irmão está brincando e corre pra abraçar o bebê. Um resfriado leve em uma criança mais velha é mais perigoso para um recém nascido, e muitas vezes o irmão não entende que não poderá se aproximar do mais novinho. E por aí vai.
  • A rivalidade entre irmãos ainda é muito real. E agora, as crianças mais velhas são maiores e mais fortes.

DIFERENÇA MAIOR QUE 5 ANOS


A essência: os pais podem ter recuperado sua sanidade, e podem estar muito mais descansados ​​e relaxados, criando seu segundo bebê. O primeiro filho estará na escola, então as mães e os pais conseguem curtir melhor o segundo, da mesma forma que eles experimentaram com o primeiro. E justamente por ter mais tempo, mais espaço e as coisas parecerem encontrar seu caminho,  pode ser difícil recomeçar.

Prós:

As diferenças de idade maiores beneficiam academicamente a criança mais velha.
O espaço pode dar aos pais um tempo extra para terem se dedicado as suas carreiras.
Você pode realmente se concentrar em cada criança separadamente.
Seu mais antigo pode ajudar com o filho mais novo (eventualmente).
Mesmo que a suposição é que os irmãos com grandes diferenças de idade não se tornarão próximos, não é verdade na idade adulta. O vínculo de cuidado e proteção é algo muito forte entre irmãos.

Contras:

As crianças podem não ser companheiras muito próximas no início. 
Você pode sentir que está começando a partir do zero - novidades de alimentação, cadeirinhas, atividades. E dirá constantemente: no meu primeiro filho não tinha nada disso... 
A menos que tenha guardado tudo por mais de 5 anos, terá que comprar tudo de novo. Roupas, brinquedos, etc. 
Atenção ao relógio biológico, quanto mais tempo passar, mais difícil pode ser engravidar.


E vocês, o que acham?
Já tiveram o segundo bebê? 
Quanto tempo de diferença? Como foi?
Compartilhe conosco seus pensamentos e experiências.


Texto original traduzido e adaptado pelo blog UMAMENINA.COM

13/12/2017

Por que você deve parar de dar tantos brinquedos aos seus filhos

Quem sou eu para dizer o que você deve ou não fazer, mas um novo estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Toledo, as crianças que receberam menos brinquedos jogaram de forma mais criativa e estavam mais envolvidas em sua atividade do que aquelas que tinham muitos brinquedos disponíveis. 
Mães e pais, este pode ser o momento de refletir e tirar do seu carrinho de compras aquele monte de brinquedos, ou se concentrar em apenas um presente. Acredite: seus filhos vão sobreviver!



Os pesquisadores colocaram 36 crianças entre 18 e 30 meses em diferentes sessões de abertura, uma com quatro brinquedos na sala e a outra com 16 brinquedos. Os brinquedos variaram - alguns funcionavam por bateria, alguns tinham rodas e alguns eram feitos para ensinar um conceito, como formas ou contando. Nos ambientes com quatro brinquedos, as crianças ficaram 100% envolvidas, e jogaram com eles de várias maneiras. Suas brincadeiras era mais profunda, mais sofisticada, mais imaginativa. Quando as crianças estavam cercadas por muitos brinquedos, eles tendiam a se mover mais freqüentemente de uma coisa a outra.

É claro que sabemos que isso acontece há muito tempo, certo? Quem nunca comprou um brinquedo caro e a criança brincou mais com a caixa e com a embalagem? Ou que pai nunca ofereceu brinquedos mas ao invés disso a criança prefere brincar com panelas,colheres de pau,  frigideiras, potes de plásticos, chaves e controles remoto que transformam-se em chapéus, tambores, chocalhos e etc.?
Quanto menos material eles tiverem por perto, mais serão incentivados a serem criativos e a focarem em apenas uma atividade por vez. Isso não deveria nos espantar afinal vivemos isso todos os dias. O que é mais fácil, ler um jornal ou um site com diversas abas abertas e distrações? Como se concentrar em um livro quando temos um celular com inúmeras possibilidades de entretenimento chamando nossa atenção o tempo inteiro?

Ninguém está dizendo que devemos proibir os brinquedos, mas a simplificação pode fazer muito bem. Segue algumas dicas:
  • Se você está comprando brinquedos, procure por aqueles que incentive e estimule aprendizados. 
  • Faça rodízio dos brinquedos.
  • Tenha um espaço na casa dedicado para brinquedos. 
  • Dê de vez em quando para seu filho presentes de experiências ao invés de coisas. Exemplos: ingressos de parques, ingressos para o circo, uma festa do pijama para os amigos mais próximos, uma aula de algo que ele queira muito aprender, etc. 

Presentes não são coisas, são demonstração de afeto e essa demonstração pode ser feita de diversas formas, encontre outras. Você consegue fazer isso. Não deixe os brinquedos ganharem. :D

01/12/2017

Como ajudar seu filho a tornar-se mais independente


Minha mãe gosta de contar uma história sobre como eu fazia meus próprios sanduíches quando eu tinha três anos de idade. Três! Eu costumava pensar que era uma história triste, um comentário sobre suas habilidades não parentais, mas agora que eu sou mãe, eu posso ver: ela do seu jeito, me criou como uma pessoa super independente.
Eu não quero repetir muito do seu estilo parental, mas estou tentando promover a resiliência e a independência na minha filha mas de forma que ela se sinta confiante, porém segura e amada. 

Aqui está o que eu aprendi:

Comece do início


É verdade que um bebê é dependente de você para tudo - comida, sono, conforto, amor, sobrevivência -, mas pare um minuto para ouvi-los de verdade e saber do que eles precisam. Tracy Hogg diz que os pais devem "Aprender a esperar um pouco e a ler seus pequenos." Uma vez que eles sabem qual é o problema, então eles podem acalmá-los. Todas as mães e pais, podem ajudar seus bebês a "tornarem-se pequenos seres independentes".

Respeite seu filho


Seu bebê come, dorme, chora e faz cocô, mas ele também é um ser humano sensível e você deve tratá-lo dessa maneira, dizendo-lhe o que está acontecendo em vez de falar sobre ele em terceira pessoa. "As pessoas tendem a falar sobre os bebês agindo como se não estivessem lá", escreve Hogg.

Pouco depois de nossa filha nascer, meu marido tentava fazer contato visual prolongado com ela e dizia: "Oi, esse é o seu pai falando". Ele fez tanto e tão a sério que comecei a brincar que era como se ele fosse Darth Vader. "Luke, esse é o seu pai falando".

Hogg sugere dirigir-se ao bebê pelo nome, dizendo-lhe o que você está prestes a fazer, mesmo pedindo permissão antes de tocá-lo. Exemplo: Olá Sara, são 10 horas, hora de você tomar banho, agora eu vou tirar as suas roupas e te colocar na banheira com água bem quentinha. 
Repita esse processo para tudo mesmo quando seus filhos for maiores em mudanças de rotina pro exemplo, é importante comunicar aos seus filhos, não porquê você DEVE uma satisfação, mas porque você os respeita . Exemplo: Olá Sara, hoje mamãe não vai poder te buscar na escola e quem fará isso será a vovó, ela vai te buscar e vocês vão se divertir muito até a mamãe chegar.

Dê um passo para trás


O pai do meu melhor amigo costumava dizer-lhe um milhão de vezes por dia que o amava. "Você não pode prejudicar as crianças dizendo que você as ama, mas você pode estragá-las fazendo coisas por elas que podem fazer sozinhas", dizia sabiamente. Você precisar deixar que seus filhos façam as coisas do seu próprio jeito, não importa quanto tempo demore. Desde coisas pequenas, como amarrar seus sapatos e comer sozinhos, às coisas maiores, como aprender a dirigir. Se perceber que estão com dificuldade a ponto de sentirem-se inseguros pergunte se querem ajuda e só ajudem se eles permitirem. É muito chato quando não confiam na sua capacidade de fazer as coisas ou se metem em situações que não pedimos não é? Não seja inconveniente também com seu filho. 

Não interrompa seu fluxo


De acordo com a psicóloga Mihaly Csikszentmihalyi, o fluxo é o "estado estático de concentração profunda que ocorre quando estamos realmente e profundamente envolvidos por uma tarefa". Em outras palavras, é quando você está no seu momento: lendo um livro, resolvendo uma equação, ou mesmo se concentrando em colocar a comida na boca, se você tiver nove meses de idade. Você verá crianças em todos os lugares nesse momento e os adultos interrompendo-os com perguntas sem sentido: "Você está construindo um Lego?" "Você está se divertindo?" Entendemos que os pais podem ser motivados pelo desejo de interagir com seus filhos, ou mesmo construir seu vocabulário . Eles também podem ficar ansiosos com o silêncio. Mas isso interrompe a concentração e o foco de uma criança.

Rachelle Doorley, o fundador da TinkerLab, acrescenta que o fluxo não pode acontecer se a tarefa for muito fácil. "Se a criança (ou adulto) não é desafiada a testar suas novas habilidades, eles ficam entediados", ela escreve. Você provavelmente já passou por essa situação quando encaixar blocos era a atividade favorita de seu filho e de repente ele deixa de se interessar por ela. Dê às crianças acesso a uma variedade de materiais, não importa o quanto pareça difícil ou desafiador. Veja o que acontece. Há um bônus adicional para isso: como educadora da primeira infância, Magda Gerber, uma vez escreveu: "Se uma criança tem ampla oportunidade de jogar de forma independente, sem interrupção, ela provavelmente estará muito mais disposto a cooperar com as demandas de seus pais"

Lembre-se que é o processo, não o resultado


Claro que você quer que seu filho coma todo o café da manhã, e seja capaz de fazer certas coisas sozinho. Mas muitas vezes ficamos tão concentrados no resultado final que nem sempre apreciamos o momento.  Dê algum tempo para ele.

Seu filho pode levar uma hora pra chegar em casa sendo que a escolinha fica a apenas um quarteirão.a melhor opção certamente seria coloca-lo no colo e chegar em casa o quanto antes. E aí você perde a oportunidade de conversar, de vê-lo brincando com as flores, de parar na pracinha do caminho, de vê-lo imitando o cachorro na rua, e contar os carros que passam, tudo isso nessa simples caminhada. Quanta coisa ele teria aprendido e o quando a gente perde...

Mas, importante: se você vai permitir que seu filho faça as coisas sozinho será necessário colocar um tempo extra no seu cronograma para que ele possa se vestir para ir a escola, tomar o seu café, calçar seus sapatos, guardar seus brinquedos... sem ajuda. Não é tão simples, demanda tempo e paciência, mas é necessário. 

Sempre esteja por perto

Sabemos que nosso coração vai na boca diversas vezes. Eles sobem escadas, escalam móveis, se penduram em grades e nós gritamos o tempo inteiro: não faça isso, tenha cuidado, não corre, não sobe, não pula. Cuidado! Cuidado! Cuidado! Claro que não queremos que eles se machuquem, mas a fase que o ser humano mais evolui é a infância porque ele não tem medo de arriscar. O medo é um dos principais limitadores do ser humano e esse constante cuidado pode atrapalhar o desenvolvimento deles. Deixe que eles arrisquem e se aventurem, se machucar faz parte do aprendizado e eles levarão a lição das consequências de suas atitudes por uma vida inteira. Cair é necessário para evoluir.


Bebês, crianças pequenas e crianças têm períodos diferentes de apego, diferentes personalidades e diferentes habilidades. Haverá oportunidades para deixá-los desenvolverem e outros momentos para intervir sempre com uma mão amiga, palavras de conforto ou um abraço. O desafio da parentalidade é saber o momento certo para cada uma.


Texto de Amy Klein traduzido e adaptado para WWW.UMAMENINA.COM

01/11/2017

Não obrigue seus filhos a pedirem desculpas

O QUE FAZER EM VEZ DE OBRIGAR SEUS FILHOS A PEDIREM DESCULPAS?


Quando procurava pré-escolas para minha filha, visitei uma onde eu podia observar as crianças brincando no pátio. Em determinado momento, uma criança acidentalmente pisou no dedo de uma menina enquanto subia no escorrega e ela começou a chorar. O que aconteceu depois me surpreendeu.
O menino, que tinha 3 anos, aproximou-se da menina, olhou-a nos olhos e perguntou: "Você está bem? Posso trazer uma toalha molhada?"
Ela secou suas lágrimas, balançou a cabeça e ambos voltaram a brincar.
Olhei para a diretora da pré-escola, como se quisesse dizer: O que foi isso?
E ele respondeu: "Nós não obrigamos as crianças a dizerem 'Me desculpe' - ela explicou. Palavras não significam muito sem uma ação para ajudar a melhorar as coisas."

Isso era muito diferente do que estamos acostumados a ver entre os pais, que obrigam que os filhos se desculpem por qualquer esbarrão, uma colisão acidental, um acidente vascular cerebral ou por ter derrubado um único pedaço de Lego. Costumamos dar um olhar duro à criança e dizer: "Fulano, como se diz? Então, a criança murmura uma robótica  'Desculpa" e pronto, tudo está bem! Estamos educando-os!

De acordo com Heather Shumaker em seu livro: "It’s OK Not to Share and Other Renegade Rules for Raising Competent and Compassionate Kids." (algo como: Tudo bem não compartilhar e outras regras renegadas para criar crianças competentes com compaixão). As crianças adoram a palavra "Me desculpe", explica Shumaker, pois ela os liberta magicamente do problema. O problema com a solução "desculpa" é que muitas crianças pequenas, estamos falando de crianças em fase pré-escolar, não chegaram a um estágio de desenvolvimento moral onde realmente são capazes de se arrepender, então os pais perdem uma oportunidade fundamental para ensinar verdadeira empatia.
Cada criança é diferente - você pode ter uma criança que amadurece mais cedo -, mas a maioria das crianças simplesmente falta desenvolvimento emocional e cognitivo para sentir remorso na pré-escola. Remorso requer a capacidade de colocar-se no lugar de outra pessoa e entender completamente a causa e o efeito. Essas habilidades ainda estão emergindo em crianças pequenas. Exigir que eles digam "Me desculpe" não ensina nada além de uma sequência ruim: chutou? diga "Sinto muito" e pronto, é o suficiente. Em vez disso, os pais podem ajudar as crianças a desenvolverem a compaixão moral, explicando que suas ações têm conseqüências, mostrando-lhes que podem fazer algo para melhorar as coisas de forma que as palavras signifiquem realmente alguma coisa.

Para situações do dia a dia, Shumaker sugere os seguintes passos: 

1. Traga a criança pra perto

Às vezes, quando as crianças acreditam que estão em perigo, elas fogem, explica Shumaker. Se isso acontecer, você precisa precisa trazê-lo pra perto e dizer algo como "Você precisa voltar aqui. Sofia ficou ferida. Mesmo que sem intenção, ela se machucou e você tem que voltar. Elas precisam aprender a encarar suas ações.

2. Diga à criança que causou o acidente o que aconteceu e seja clara

Mesmo quando o que aconteceu parece óbvio, você precisa esclarecer isso para uma criança pequena pois pra eles pode não parecer tão simples quanto pra nós adultos. Indique os fatos. "Seu carrinho passou por cima do pé do amigo". "Sua mão atingiu o copo de água derramando sobre sua pintura". "Você estava dançando e seu braço bateu em meu rosto".

3. Descreva o que vê

Examinar os fatos ajuda as crianças a desenvolver empatia. Enfatize as consequências de suas ações para a outra criança (ou adulto) e seja específico: "Olha, ele está chorando, há um arranhão no braço dele. Deve estar doendo bastante."

 4. Seja um modelo de empatia

Pergunte à criança ferida: "Você está bem?" Seja um exemplo para seu filho, eles estão constantemente te observando. Muito mais do que te ouvindo. 

5. Ajude-o a agir

Enquanto as crianças pequenas não conseguem compreender completamente o remorso, são muito boas em agir. Eles podem correr para pegar um band-aid, pedir ajuda, um pacote de gelo, ou ajudar a limpar a bagunça que eles fizeram. Ajude-os a assumir a responsabilidade

6. Seja um exemplo de alguém que se desculpa em sua própria vida

Eventualmente, queremos que as crianças aprendam a dizer "Me desculpe". Mas em vez de forçá-los a dizer isso, é mais eficaz dar-lhes o exemplo, dizendo: "Me desculpe" quando estamos errados. Apenas certifique-se de suas próprias desculpas são sinceras. Isso significa, reconhecendo as consequências de suas ações e tomando medidas para melhorar as coisas. As crianças precisam saber que adultos também erram, também se arrependem, e que nossas desculpas são sinceras. Por exemplo: "Sinto muito, esqueci de trazer seu brinquedo para a escola. Vou anotar para que eu não esqueça da próxima vez". E o mais importante, cumpra suas promessas.

Seguindo estas dicas, logo as crianças dirão "me desculpe" espontaneamente, e elas vão dizer porque elas realmente sentem isso. 

Texto original de Michelle Woo traduzido e adaptado para o blog UMAMENINA.COM

Quem disse que educar filhos seria fácil? Estamos aprendendo todos os dias com eles e para eles. O que vocês acham a respeito disso? Compartilhe suas ideias!

22/03/2017

Você foi criada para ter sucesso ou para ser feliz?

Fui criada para ter sucesso! Seja lá o que isso signifique.
Casa grande. Carro do ano. Casa de praia. Viagens. Um bom emprego.

Pra que eu pudesse ter tudo isso eu ia pra escola e minha mãe indo dormir depois de uma noite inteira trabalhando. Minha mãe trabalhava umas 18 horas por dia. Tinhamos cozinheira, tinhamos empregada. Não tínhamos uma vida de luxo. Era uma vida de muito trabalho pra que quando eu crescesse tivesse todas essas coisas também. Lembro que uma vez quando eu deveria ter uns 8 anos falei pra minha mãe que eu não queria ter nada daquilo. Eu queria ter uma família "normal". Queria um beijo de boa noite, queria ela mais presente. Ela riu! Perguntou de que viveríamos. E que já que eu queria beijos, ela não me daria mais os 15 presentes de natal, eu não veria mais meus amigos da casa de praia, porque eu só queria um beijo. Foi nesse mesmo ano que comecei a trabalhar com ela, a ver mais de perto todo o esforço que era ter sua própria empresa. Eu tinha meta pra cumprir e ajudava na produção. Ganhava 70 reais por mês e foi com esse dinheiro que paguei meu primeiro curso de inglês. Com 12 anos já ficava em uma das lojas. Com 13 eu já era uma das funcionárias.

Sabe qual é o resultado disso?

A casa de praia foi vendida.
A empresa faliu.
Os funcionários foram embora.
As lojas fecharam.
Os amigos sumiram.
O casamento acabou.
A casa grande está vazia.
E todos os beijos de boa noite perdidos foram em vão.

Então não me julguem quando eu disser que quero ter uma vida mais simples. Eu quero mesmo!

Eu quero uma casa com quintal e grama.
Eu quero um cachorro correndo.
Eu quero mexer na terra.
Eu quero plantar.
Eu quero correr atrás da minha filha.
Eu quero caminhar na rua de mãos dadas.
Eu quero levar ela pra escola.
Eu quero assistir a apresentação de balé.
Eu quero festa do pijama.
Eu quero fazer bolos juntas.
Eu quero ler pra ela dormir.
Eu quero assistir ela brincar.
Eu quero fazer adubo em casa e separar o lixo.
Eu quero ensinar a se preocupar com o meio ambiente.
Eu quero festa com bolo embrulhado no papel alumínio.
Eu não quero perder nenhum momento.
Porque aí sim, eu terei sucesso, e nenhum beijo será perdido.



E você, foi criada pra quê? Compartilhe um pouco comigo também!!!


Beijos de quem está revendo conceitos e redescobrindo a vida.

Brena

08/03/2017

Vai uma mamadeira de leite condensado aí?




Você já pensou em oferecer leite condensado ao invés de leite materno ou de vaca para seu bebê?
Tal pensamento parece ser sem cabimento não é mesmo? Oferecer uma bomba de açúcar para um recém nascido. Mas é o que médicos do início do século recomendavam de acordo com as propagandas do nosso querido Leite Moça da época.

“O bom Leite Moça, que é puro, rico em creme, que não se pode falsificar e substitue com vantagem o leite fresco. Segundo a opinião de summidades médicas, é o único que pode fazer as vezes do leite materno na época difícil de serem desmamadas as crianças.” publicada na revista Vida Doméstica de 28 de julho de 1928

Naquela época o leite condensado era comercializado como o substituto vitaminado, mais durável e supostamente mais higiênico – porque condicionado em latas fechadas – do leite fresco, que ainda saía das vacas e cabras das pequenas propriedades direto para as garrafas entregues em casa (onde não havia geladeira para que durasse mais do que algumas horas). Com um discurso higienista – que culminaria no I Congresso Brasileiro de Higiene, em 1923, organizado no Rio de Janeiro pelo famoso médico sanitarista Carlos Chagas, com quatro dos vinte temas de debate relacionados à alimentação* – faria com que os enlatados passassem a ser mais bem aceitos. Não por acaso, é nessa mesma década que o anúncio do recém-lançado Leite Moça, na Vida Moderna, o coloca como um dos ingredientes indispensáveis à nutrição do bebê. Diluído em água, ele virava o leite da mamadeira das crianças.

A lógica era mais ou menos a seguinte: porque eram industrializados, acreditava-se que os ingredientes continham menos impurezas do que aqueles produzidos à antiga moda artesanal, em condições desconhecidas ou muitas vezes distantes das regras de higiene que começavam a ser impostas. A expansão das propagandas e da imprensa no início do século 20 contribuía para que, cada vez mais, as latas de produtos como o leite condensado chegassem ao conhecimento das mulheres, então responsáveis pela alimentação em casa.

Ao lado dos industrializados, também o açúcar passava a ser vendido nos anúncios publicitários como um alimento indispensável à saúde, sobretudo das crianças, que, com uma dieta rica dele, teriam mais energia e ficariam mais robustas e coradas. Esse seria, aliás, o mote das propagandas do adocicado ingrediente até praticamente o fim do século 20. Nos livrinhos culinários lançados pela marca União a partir dos anos 1960, esse discurso, inclusive avalizado por médicos, permeava as páginas de receitas.

 

O que eu quero dizer com isso?
As coisas mudaram, os tempos mudaram! Sua bisavó pode ter oferecido leite condensado pra sua avó e ela não morreu por isso. Sua avó possivelmente colocou amido de milho no leite da sua mãe, que também não morreu por isso. A sua mãe colocou Mucilon no seu leite e você também não morreu por isso. Isso não quer dizer que você precisa repetir tudo isso, porque as coisas estão mudando. Novos estudos são realizados. Coisas novas vão aparecendo. Tanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) quanto o Ministério da Saúde recomendam não utilizar açúcar no primeiro ano de vida. E em 2016, a Academia Americana de Pediatria alterou a recomendação para que se introduza o açúcar somente após os 2 anos de idade.

Vivemos novos tempos na alimentação infantil. Esse estilo de vida moderno nos levou à necessidade de refeições práticas e rápidas que, associadas às facilidades tecnológicas, provocaram alterações nos hábitos de vida e no comportamento alimentar de todos. Essa alteração nos costumes alimentares provocou mudanças no estado nutricional das crianças, melhorando os índices de desnutrição, mas deixou-as mais suscetíveis à obesidade, diabetes e hipertensão arterial, entre outras doenças da modernidade.

Então se você quer oferecer biscoito recheado, refrigerante, suco de soja, danoninho, neston, achocolatado ou seja lá o que for pro seu bebê... vai lá, vai fundo. Seu filho, suas escolhas. Mas vamos também respeitar aquela mãe que quer oferecer um tipo de alimentação diferenciada. Cada mãe tem uma história e não cabe a ninguém julgar. E sem o comentário... Ah mas eu dei e meu filho não morreu. Que bom né, afinal, a intenção não era mesmo matar. Mais amor, mais respeito e mais empatia por favor!  

Fontes:
https://lembraria.com/2017/02/03/as-fantasticas-mamadeiras-de-leite-condensado-ou-uma-historia-do-brigadeiro/
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89101990000300011
http://www.redeblh.fiocruz.br/media/guiaaliment.pdf

08/02/2017

A fácil vida da mãe empreendedora


Quantas vezes já perguntaram pra ela: você só fica em casa?
Mas você não trabalha?

Não trabalha? Amigos, ela trabalha 24h por dia, 7 dias da semana. Ela trabalha de madrugada. Ela não tem horário de almoço nem adicional noturno. Ela não trabalha 8h por dia, ela trabalha todo o tempo, toda uma vida.

Sabe aquele cafezinho que você encontra prontinho e quentinha no corredor? Ela só tem se ela ligar a cafeteira enquanto toma um banho rápido pra começar o dia. Isso SE ela tomar banho.

Sabe aquela 1 hora de almoço que você reclama que não serve pra nada? Você não tem noção do que uma mãe consegue fazer em 1 hora. Ela faz o almoço, coloca as crianças pra escola e come o que sobrou no prato deles. Na volta!

Você acha ruim trabalhar com chefe gritando e pressionando? Experimente trabalhar com crianças correndo pela casa, brigando e gritando exigindo atenção?

Você reclama da falta de elogios dos seus gerentes? Imagine você passar a madrugada trabalhando para atender algum pedido no prazo, conseguir e não ter nenhum agradecimento, carinho ou elogio afinal você não fez mais do que sua obrigação em uma troca muito clara onde você trabalha e recebe por isso. Elogio é lucro! É extra!

Você acha chato trabalhar final de semana? A mãe empreendedora trabalha final de semana, feriado, férias. Porque os clientes precisam de orçamento. O facebook precisa estar atualizado. O Instagram precisa de uma foto bem bacana do produto. As pessoas precisam ser atendidas pelo WhatsApp porque aquela conversa não lida da agonia, dá nervoso. Pode ser uma proposta muito boa. Ou uma dúvida de um cliente e o cliente não pode esperar. E quando ela decide vou dar um tempo, tirar uma folga. Vem aquela ideia muito boa na hora do banho e não tem jeito, você tem que colocar no papel e trabalhar nela.

Mas a mãe empreendedora consegue lidar muito bem com tudo isso. Horário, ou a falta dele. Os cuidados com as crianças. Os cuidados com a casa. Mas uma coisa que a mãe empreendedora não consegue lidar bem é com a falta de reconhecimento.
Reconhecimento pelo companheiro
Reconhecimento pela família.
Reconhecimento pela sociedade que acha que ela está brincando de casinha. Que acha que ela não trabalha. Que critica. Julga. Aponta o dedo e diz: fulana não trabalha fica em casa cuidando dos filhos.

Ou pensa que o bolo, os doces, o artesanato, as vendas são hobbies. Um dinheirinho extra da família. Quando muitas de nós sustentamos a família com esse "hobbie".  Esse dinheirinho.

As pessoas não valorizam empreendedores. Bom e trabalhar pros outros. Bom e cumprir horário. É ter o dinheiro certo no final do mês. Se você está buscando ser dona do seu próprio negócio logo te derrubam. Dizem que não vai dar certo. Jogam pedra. Jogam areia. Desanimam. E aí não dá mesmo. Porque ninguém vai acreditar em você se você não acreditar.
Ninguém vai valorizar seu negócio se você não der o devido valor à ele.
Ninguém se importará com suas horas sem dormir, suas noites em claro porque você optou por ter mais tempo com seu filho e participar mais da vida dele. Ainda que o preço a ser pago seja passar a madrugada trabalhando e dormir 4 horas por noite.
As pessoas não estão nem aí pra você e você não precisa estar nem aí pra elas porque se você acreditar que você vai conseguir, você vai conseguir. Porque acredite, você passou por noites em claro com um bebê, você passou por críticas e julgamentos, você passou pela batalha de partos e amamentação, passou por uma metamorfose, de você mulher pra você mãe. Não há nada nesse mundo que você não seja capaz. É só você acreditar!


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Escrevi esse texto pensando em como é difícil equilibrar o papel de esposa, mãe, mulher e empreendedora. Sou dona da loja virtual @sorrindobaby (www.sorrindobaby.com.br) e como fotógrafa @brenalimoel (www.brenalimoel.com),
Pensando em como é difícil dar conta de tudo e não ter reconhecimento. As pessoas não levam esses meus trabalhos a sério porque ainda tenho um emprego de 8h as 17h. E não importa quanto eu ganhe, sou respeitada por esse emprego e não por todos os meus outros papéis. E quantas de nós passamos pela mesma situação. Desanimam. Tem medo de abrir mão do emprego tradicional por falta de apoio quando o que mais queriam eram passar mais tempo com os filhos.
Lutem por isso. Lutem por vocês. Lutem pelo que querem. 

Beijos, 
Brena
mãe, mulher, empreendedora, dona de casa, fotógrafa, amiga e mais, muito mais!!!

15/12/2016

O que tem no seu natal?

Natal não são coisas, natal é um conjunto de cheiro, de sabor, de pessoas, de momentos...


O natal é aquele cheio de rabanada na cozinha,
O natal é fuxicar os presentes da árvore com antecedência com a esperança de conseguir ver alguma coisa.
É cheiro de peru no forno.
É catar as uvas passas do arroz.
É ouvir histórias da família.
É comer meia noite. Que outro dia você vai encher a pança meia noite?
Natal é comer bacalhau, peru, chester e pernil, tudo no mesmo dia e no mesmo prato. Peixe, ave, porco... falta só o boi pra completar a orgia gastronômica.
No natal tem doce, tem salgado, tem comida que é só comida de natal então você aproveita porque depois disso só no ano seguinte.
Natal tem que ter frutas, ainda que seja só de enfeite. 
Natal tem friozinho na barriga pela entrega dos presentes.
Tem foto oficial com a família reunida.
Tem aquela lembrancinha daquela tia. 
Tem aquela roupa nova só pra ficar em casa.
Tem aquele primo que você vê pouco.
Tem aquele momento de agradecimento a Deus pela família, quando as mãos se unem e a gente reza o pai nosso.
Natal tem aquele abraço apertado quando dá meia noite.
Tem crianças correndo pela casa.
Tem embrulhos espalhados pelo chão.
Tem brincadeira.
Tem amigo oculto quando queremos economizar.
Tem comida pra uma semana.
Tem o presépio montado lá no canto, lembrando o porque de tudo isso. 
Tem visitas.
Tem amigos.
Tem família.
Tem sorriso.
Tem esperança.
Tem expectativa.
Tem emoção.

Pro natal não tem crise.
Tem cartão de crédito, tem crediário, tem parcelamento.
Porque o Natal não tem preço, o natal tem valor!

13/09/2016

Por que o meu bebê chora? A difícil vida dos bebês

Ok, você deve ter rido quando leu o título desse post. Provavelmente pensou: Muito difícil uma vida que é basicamente comer e dormir. 
Será mesmo que é assim? Vamos pensar a respeito?

Seu bebê passou 9 meses dentro do ventre materno. Nesses nove meses, todos os dias ele crescia e se desenvolvia. Uma explosão celular diária. No entanto ele estava seguro. Era movimentado frequentemente, pra lá e pra cá sentindo o embalo do corpo da mãe. O som do coração eram batidas incessantes e regulares durante 9 meses - tu tu tu tu tu... sem parar. Todos os dias, o mesmo som, o mesmo ritmo.  Ele estava sempre aquecido, apertadinho, sempre seguro. Reconhecia sua voz, sentia seu calor. Brincava com o cordão, se esticava, chupava o dedinho e era um bebê feliz até que de repente... um clarão!!!

Fico imaginando o bebê em parto vaginal, aquele corpo sempre tão aquecido e bem receptivo começa a apertá-lo, empurra-lo e expulsá-lo daquele lugar tão aconchegante. Imagino o pobre bebê falando: "Ei o que eu te fiz? Por que você está fazendo isso? Pensei que estávamos bem." E o senhor útero, já cansado de todo aquele peso, de ser esticado, socado e chutado não quer nem saber, não para de contrair e expulsar o pobre bebê. "Cansei, vai lá pra fora que seu tempo aqui já acabou". Que vida difícil do bebê!

Um pouco mais complicado é o caso da cesariana. Está lá o querido bebê feliz e contente com o turu turu do Sr. coração, no quentinho do Sr. útero e de repente... um clarão. Sem aviso prévio, sem notificação de despejo, sem aviso. Alguém abre o casulo quentinho e seguro por tanto tempo, puxa o bebê pela cabeça, dá uma sacudida em uma sala gelada e diz: Bem vindo bebê!! Depois dizem que o bebê chora pra limpar os pulmões. Eu acho que chora é de susto e medo mesmo. Que vida difícil do bebê!

Aspiram o bebê, colocam um tubo em sua garganta, em seu nariz. Você gostaria de ter um tubo enfiado em seu nariz? Dizem que é para o bem dele, mas ele não para de chorar e quando vai pros braços da mãe para. Claro. Ele lembra daquele som, daquela voz. Ali o corpo é quente. Ele gosta daquele cheiro, aquele toque. O bebê está seguro de novo. Ufa! Colocam ele no peito da mãe, ele começa a sugar... ele lembra como suga, é instintivo, ele sugava os dedinhos da mão, o dedão do pé... deram algo mais legal pra ele sugar, mais gostoso... e o melhor, aquele quentinho e o turu turu está de volta. O bebê está seguro. A vida não é tão difícil assim. 

Só que vocês vão pra casa e antes, o bebê que era carregado pro lado e pro outro no quentinho com seu constante turu turu, apertadinho agora tem que ficar em um lugar silencioso, sozinho, quieto e duro. Sim, duro. Por que a coluna do bebê é em forma de C, e não esticadinha como a nossa, é essa condição que permitia ele ficar apertadinho no útero, e agora ele tem que ficar com a coluna retinha no berço ou no carrinho. Que vida difícil a do bebê! Por que ele não pode ser carregado de um lado pro outro como antes? Por que ele não escuta mais aquele turu turu constante? Cadê a voz da mamãe que falava o tempo todo enquanto ele estava na barriga e agora faz silêncio? 

O bebê que quer colo, que mama no peito, ele não precisa só ser alimentado. Ele precisa ser amado, ele precisa do colo, precisa do calor do corpo da mãe, precisa do som do coração, ele precisa da voz, do cheiro. É por isso que o sling é um item tão essencial nessa fase da vida da mãe e do bebê. (se quiserem saber mais sobre sling só me procurar). Quando o bebê está no colo é uma ligação que é criada e desenvolvida todos os dias. Quando o bebê não está no colo, a mãe está preocupada em fazer comida, limpar a casa, cuidar da roupa, ... preocupada com várias coisas que acaba atrapalhando esse vínculo mãe e bebê. Peça ajuda, por mais difícil que seja, peça ajuda para as coisas de casa, da vó, da tia, da amiga. Deixe que outras pessoas cuidem da casa, você, dedique-se ao bebê (aquelas que podem e tem a quem pedir ajuda. Ideal seria se todas pudessem ⍨ ).

Pensem que se as coisas estão difíceis pra você como mãe, o aprendizado, a dedicação... pra ele está muito mais difícil. Ele não sabe o que está acontecendo. Ele não sabe o que aconteceu. O bebê dorme bastante nos primeiros dias porque ele mal percebe que nasceu. E as coisas não param por aí. Nos primeiros dois anos do bebê ele desenvolverá mais do que o ser humano desenvolve a vida inteira. É incomparável!!!
Ele aprenderá a erguer o pescoço, sorrir, diferenciar cores, perceber emoções, rolar, segurar coisas, sentar, engatinhar, ficar em pé, andar, balbuciar sons, gargalhar; andar, gritar, comer, correr, pular... tudo isso em APENAS 2 ANOS!!! É um desenvolvimento físico e mental desgastante demais. 

Então, a próxima vez que o seu bebê chorar, e você não conseguir identificar o motivo, lembre-se é muito, muito, mas muuuuuuuito difícil ser um bebê!!! 

Beijos com carinho, 
Brena Costa
solidária a todos os bebês do mundo ♥

29/08/2016

Coisas que ninguém te fala sobre a maternidade

O primeiro filho vem sempre acompanhado de muito amor mas também muitas dúvidas e medos. As preocupações surgem antes mesmo do bebê nascer. Como será a gravidez? E o parto? Dará tudo certo? Será como o planejado? E Esse é apenas o início de uma longa jornada.

E o depois? O que vem em seguida? Estamos prontas para o depois?
Eu confesso que me preparei muito para o parto. Participei de grupos de apoio, estudei, me informe, desejei e idealizei um parto que não aconteceu. Gastei tanto tempo e energia preocupada em como minha filha viria ao mundo e não me preparei psicologicamente para depois que ela viesse.
É claro que o parto é importante e você deve sim se preocupar e se informar. Mas o depois... ah amiga, o depois... é PUNK!
Pós-parto, amamentação, depressão, baby blues, solidão, pitacos, alimentação, separação, casamento, libido, vaidade, tempo, vida social... tudo isso ou a asência disto.

Ninguém te diz que amamentar dói.
Ninguém te diz que sentir tristeza após o bebê nascer é comum.
Ninguém te diz que as noites enquanto amamenta são muito solitárias.
Ninguém te diz que o casamento fica abalado e você pensa várias vezes em se separar
Ninguém te diz que suas amizades se afastam e a vida social se restringe a você e um bebê que não fala.
Ninguém te diz que você não conseguirá tempo pra fazer as unhas, cabelo e mal tem tempo de escovar os dentes e tomar banho.
Ninguém te diz que não importa o quanto você seja orgulhosa, você precisará pedir de ajuda.
Ninguém te diz que se você quiser dormir terá que levar o bebê pra dormir com você.
E diversas outras coisas que ninguém te prepara, vai ver porque não tem preparo mesmo, só passando, só vivendo.
Nos agarramos ao mantra "vai passar". E vai mesmo, um dia, não sei quando. Só que você não precisa passar por nada disso sozinha. Estamos aqui pra te ajudar :) :) :)

Por isso nossa primeira roda de bate papo materno já tem data e local: Domingo, dia 04/09/2016 a partir das 10:30h no Imperator, localizado na Zona Norte do Rio de Janeiro - Méier. Venha compartilhar suas experiências maternas, desabafos, altos e baixos, choros e gargalhadas que só a maternidade traz. Aqui teremos ouvidos para ouvir, braços pra abraçar e carinho para apoiar. Precisamos cuidar e amar nossos filhos mas precisamos também cuidar e a amar a nós mesmas. Nosso encontro acontecerá no primeiro domingo de cada mês e se você não puder comparecer a esse, seja bem vinda no próximo :)

Se você não é do Rio de Janeiro mas quer compartilhar um pouco da sua experiência, quer companhia pras madrugadas solitárias enquanto fica acordada com o bebê, mande seu whatsapp por mensagem que tem um monte de mãe com os mesmos medos, dores e dúvidas que você. Apoio e carinho você encontra aqui :)
 
Beijos e vejo vocês domingo hein.
Brena Costa

09/08/2016

Como conciliar a vida de mãe, esposa e mulher

Algumas pessoas me perguntam como eu dou conta de tantos perfis. Sim, pois nós mulheres temos vidas duplas, triplas, quádruplas... eu sou uma dessas. É muito comum você não conseguir dar conta de tudo com a mesma qualidade, é impossível ter 100% de aproveitamento em todas as áreas. Por isso é frequente que no primeiro ano de vida do bebê, a área que mais fique de lado na vida da mulher seja a pessoal. A relação entre o casal, os amigos e da mulher com ela mesma normalmente ficam comprometidas.



Depois de muitos conflitos, internos e externos, decidi organizar a vida e essas são dicas que funcionam muito comigo.


1 - Organize-se
Anote, anote tudo que você tem para fazer. No início eu tinha um caderno onde eu anotava tudo, coisas pra fazer, pra pagar, checklists. Hoje tenho um planner da We love planner feito especialmente pra mim e atende qualquer mãe e mulher e eu super recomendo, não sei como conduzir meu dia sem meu planner. Coloco tudo ali, coisas como: pegar dinheiro no banco, pagar faxineira, ligar pra amiga, mandar mensagem pra irmã, fazer post no blog, marcar hora no salão, vacina, ligar pra pediatra... tudo, sabe o que é tudo? Tudo está no meu planner. Inclusive minhas inspirações, metas, coisas que tenho que comprar, sejam elas coisas básicas ou desejos como trocar o sofá, viagens, etc. É uma ferramenta de trabalho pra mim e é isso que me ajuda no meu dia a dia a não esquecer das coisas. Quem me segue no meu snap já viu ele por lá :)


2 - Metas
Tenha metas, coisas que você pretende fazer, e coloque ações pra chegar a essas metas. Se a meta for juntar dinheiro as ações pra alcança-las tem que ser sua prioridade e precisam estar no seu checklist diário. Toda meta vai gerar ações. Exemplo: Se a meta for emagrecer as ações será: comprar frutas pra semana, pesquisar receitas saudáveis, cardápio do dia X, Marcar nutricionista, pagar academia... todas essas ações estarão relacionadas a sua meta, se você não colocar suas ações você nunca chegará a sua meta.

3 - Tenha tempo pra você
Se você não se olhar no espelho e não gostar do que vê, dificilmente conseguirá ânimo pra fazer as coisas. Ir ao salão, fazer o cabelo, organizar o guarda roupa... não são supérfluos, são fundamentais pro seu bem estar e se você não estiver bem, seus filhos, sua família, seu trabalho... toda sua vida será impactada. Busque tempo pra você. Não tem problema nenhum pedir ajuda pra sua irmã, sua mãe, sua sogra pra ficar um pouco com seu bebê pra você cuidar de si mesma. É difícil pedir ajuda, mas deixe o orgulho de lado e faça.
4 - Namore
Uma das partes mais afetadas após a chegada dos filhos, certamente é a vida do casal. Nunca mais será como antes. Namorar a qualquer hora, qualquer lugar... já era, acabou, mudou. E a relação sofre muito com isso.
Trabalho, chefe, pressão, prazos, contas, filhos, escola, doenças, cuidar da casa, da roupa, da comida, faculdade, inglês, pós, mestrado, doutorado, academia, cabelo, pele, maquiagem... amiga, eu sei, é muita coisa. E depois de se preocupar com tudo isso, ficar bonitinha, cheirosinha e disposta a dar umazinha.... Você respira fundo e fala "uma rapidinha e olhe lá". É amiga, eu sei. É difícil, sinta-se abraçada. O que você acaba fazendo? Vai tirando coisas dessa lista, normalmente começamos pela academia, depois tiramos o salão, um curso... e quando não tem mais o que tirar, você tira o seu casamento, porque se não for um marido parceiro, que ajude nos cuidados da casa e dos filhos, pelo contrário, se for uma pessoa que vai gerar mais trabalho e demandar mais tempo de você, ele será o próximo a entrar no corte.

O cansaço de tentar equilibrar tantas vidas, tantas funções também não ajudam e muitos casamentos não aguentam a pressão e acabam. Busque o equilíbrio sempre. Coloque o seu casamento como meta e no seu planner ações pra isso. Uma ida ao motel, um vale night, um cinema, uma mensagem mais picante. Coloque lá na sua lista de coisas pra fazer, enviar uma mensagem picante, porque não?!

5 - Defina suas prioridades
Você tem mil coisas pra fazer mas quais são as mais importantes? Você sabe? Você pode dizer que seus filhos são importantes mas quanto tempo você passa com eles, SOMENTE eles? Sem celular, sem televisão, sem nada que não seja, estar com eles, ouvi-los, brincar, participar?
Falamos que nossa família é importante mas muitas vezes dedicamos pouco tempo a ela, organize isso.
Separe sua vida por partes e defina prioridades. As vezes o inglês naquele momento pode ser mais importante que o mestrado, mas surgiu uma oportunidade. Faça escolhas de acordo com suas prioridades mas não deixe de se colocar nas prioridades. Não dá tempo de ir a academia todos os dias? Tente fazer um pilates em sua hora do almoço, duas vezes na semana. Defina suas prioridades sem esquecer de você.

E é assim que eu organizo minha vida e meus diversos perfis. Sou mãe, militar, esposa, blogueira, empreendedora, dona de casa, fotógrafa, amiga, filha e mais... muito mais!!! Só não sou perfeita, mas espero que essas dicas te ajudem.

Beijos,

Brena Bombril, 1001 utilidades

12/07/2016

A divina maternidade

Uma vez uma mãe me disse que a maternidade é uma coisa divina. Que Deus coloca em nosso coração um amor imensurável, infinito, acima de qualquer coisa e é esse amor que traz a beleza e a plenitude da maternidade. Tenho que concordar com ela porque se não fosse isso, ninguém em sã consciência viraria mãe. 

Se não fosse por esse amor mágico, você jamais abriria mão de suas noites de sono por noites mal dormidas, mamadas noturnas chutes na cara, febres e doenças de um outro ser que não fosse você.

Se não fosse esse amor tão grande, você não abriria mão das suas roupas da moda, seus saltos, e acessórios por pijamas e roupas confortáveis (e que você pode colocar o peito pra fora pra amamentar, isso é muito importante).

Se não fosse por um amor puro, você não ficaria feliz em torrar a metade do seu salário com roupas, educação, saúde e muitas coisas que NÃO SÃO PRA VOCÊ. 

Se não fosse esse intenso amor, você não se importaria com horários, comidas saudáveis, níveis de violência e pelo descaso com a pracinha do bairro. 

Se não existisse esse amor imenso, eu não relevaria minhas paredes e móveis rabiscados,  a falta de tempo para ler um livro, um banho demorado, uma hidratação e uma tarde inteira em um salão.

A maternidade faz você achar lindo um rabisco no papel (e as vezes na parede também), uns passinhos desengonçados, uma palavra nova que você nem sabe o significado, mas tudo fica lindo naquela vozinha fofa. Um sorriso sincero, uma cara emburrada. A expectativa, o frio na barriga e o orgulho na apresentação da escola. Sacudir um brinquedo, rolar, ou aquela careta que chamamos de bichinho. Te chamar de mamãe pela primeira vez, pela segunda, pela terceira e pela milésima vez. Correr pra você quando cair ou quando te ver. Reconhecer sua voz. Abraçar, aquele abraço fofo, que só eles sabem dar.  Dizerem eu te amo com a voz ou com olhar, porque eles amam mesmo, sem exigir, sem cobrar. Porque Deus também coloca neles esse amor pra fazer todas as outras coisas perderem completamente a importância. 

Recentemente eu li uma frase de Thomas Mason que diz: "Não se pode esquecer da mãe e lembrar de Deus. Não se pode lembrar da mãe e se esquecer de Deus. Por quê?  Porque essas duas pessoas sagrados, Deus e nossa mãe, são parceiros na criação, no amor, no sacrifício, e em servir. São como um."

E é verdade, por isso que a maternidade é mágica, é especial e é divina, afinal Deus sabe bem o que faz.


Obs: Por favor, espero que entendam viu, não estou comparando Deus e nós mães, meras mortais, é um sentido figurado (é sempre bom explicar hehe)

Beijos
Brena, uma mãe que carrega o amor maios sublime e divino do mundo :)

20/06/2016

O que você precisa saber para conseguir uma amamentação prolongada


Você voltou a trabalhar, continua amamentando quando possível mas percebe que a demanda diminuiu bastante. Um certo dia ao amamentar, seu filho recusa. Você respira fundo e tudo bem. Ele não está a fim.
Tenta de novo, e ele não quer. E no dia seguinte e seguinte. E nada. Seu bebê desmamou.
Algumas mães ficam felizes, outras orgulhosas já que foi algo involuntário que partiu do bebê, algumas ficam triste pois sonhavam com uma amamentação prolongada, mas uma coisa comum a todas elas era: TODAS DERAM MAMADEIRAS.
O que muita gente não sabe é que o processo de sucção da mamadeira e do peito são diferentes. No peito  a língua é empurrada ritmicamente para trás. Além de tirar o leite, este movimento tende a introduzir o peito cada vez mais pra dentro da boca, o que por sua vez permite que o bebê mame melhor. Já da mamadeira, ao contrário, o leite sai sozinho; o bebê precisa impedir que ele saia para poder engolir o que já tem na boca. Com a mamadeira, a língua se move ritmicamente para a frente. Esse movimento tende a tirar a mamadeira da boca. Para impedir isso, todos os bicos de mamadeira e chupetas do mundo se alargam na ponta, formando uma espécie de bola que serve de obstáculo. Atrás do obstáculo, o bico sofre um estreitamento, para que o bebê possa tomar a mamadeira com a boca quase fechada; se abrisse tanto a boca como faz para mamar no peito, de nada lhe serviria o obstáculo, e a mamadeira se escaparia da boca com certeza.
Diante disso, é muito comum o que chamamos de confusão de bicos. Ainda que não seja comprovado cientificamente (até porque para ser comprovado teriam que ser realizados testes e oferecer mamadeiras de propósito a um grupo de bebês, escolhidos aleatoriamente, para ver o que acontece). É muito comum que bebês que usam mamadeiras desmamem mais rápidos.
Esse desmame não ocorre rapidamente, pode demorar 1, 2, 3 até 6 meses. Mas fato é que, 80% dos bebês que tomam mamadeira desmamam antes dos bebês que não tomam.

Durante os primeiros dias é muito comum ouvirmos: "Ele está com fome. Quer mamar toda hora, meu leite não é suficiente, não alimenta."
Ninguém é mais ou menos mãe por amamentar e amamentar dá trabalho, muito trabalho. O peito dói, a pega é difícil. O recém nascido não aprendeu ainda a técnica da sucção e isso demanda muito trabalho e energia dele. Você ficará 1, 2, 3 horas amamentando direto. Sim, é isso mesmo. E ele não está mamando apenas porque está com fome, ele mama porque precisa do seu cheiro, da sua voz, do seu calor. De um conjunto de sentimentos e sensações que essa mamada oferece. Daí, os recém nascidos já saem de maternidades com chupetas. A chupeta acalma, muito. A sucção é um processo calmante para o bebê e alivia um pouco a mãe. No entanto, enquanto chupam a chupeta, estão deixando de sugar o peito, e o seio é produtor de leite e não armazenador, precisa de estímulo. Se ele não tem esse estímulo, seu corpo começa a entender que não precisa produzir tanto leite, ele produz a quantidade que acha que é necessário de acordo com o estímulo que recebe, e aí a mãe começa a achar que não está produzindo leite suficiente e não está mesmo, pois não está tendo estímulo o suficiente.

E aí você me diz: Tá bom ôooh mãe sabe tudo, e aí, como eu resolvo isso?
Não é fácil, não mesmo. A maternidade é difícil do início ao fim, mas acho que Deus coloca em nosso coração um amor tão grande, tão irracional que faz todas essas coisas e dificuldades serem muito pequenas. Minha sugestão: tente, amamente, insista. Se doer, vai chorando, mas vai. Insista mais. Acredite que você pode, você consegue. Isso, é claro se for algo que você realmente queira, se estiver bom para os dois lados. Evite chupetas, bicos de silicones e mamadeiras. Pense que é uma fase e que depois as coisas ficarão mais fáceis. 


Caso precise dar o leite materno ou algum leite complementar:
Mamatutti - Translactação

Recém nascidos:  Utilize sondas, coloque no copo e coloque o bebê sugando no peito, estimule a sucção. Existe um produto chamado Mamatutti que é muito bom.
De 2 a 6 meses:  Se o bebê estiver maior, a mamadeira também não é necessária. O uso da mamadeira é mais cultural que necessário. Experimente dar os copos de treinamento que encontramos em qualquer farmácia, retire a válvula e vá derramanado aos pouquinhos na boca do bebê.
A partir de 6 meses: Seu bebê já consegue segurar as coisas inclusive seu copinho. Pode dar o copo pra ele já com a válvula. Dê preferência aos copos de bicos rígidos mas busque o que você se adaptar melhor, usei o de silicone também e não tive problemas.

Mas o mais importante, confie em você e nos seus instintos de mãe. Informe-se e o que eu sempre falo, conheça seus limites. A relação mãe e filho é uma relação que tem que estar bem para os dois lados, se você não estiver bem, seu filho também não estará.

copo de treinamento

Beijos da mamãe que tinha um peitinho, agora é muchibinha.
Fonte: Dr. Carlos Gonzalez e GVA - Grupo Virtual de Amamentação.


01/03/2016

O que toda mãe deveria saber sobre dizer NÃO

Aqui temos uma bebê de quase 1 ano e 2 meses e você já devem imaginar como são os meus dias:

Sara não mexa aí
Sara não suba
Sara não pegue isso
Sara não pode
Sara tira a mão da tomada
Sara não desligue a televisão
Sara não mexa no lixo

Sara NÃO NÃO NÃO NÃO!!!
E vocês já devem imaginar o que acontece. No minuto seguinte, ela está fazendo a mesma coisa. 

Não, ela não está testando minha autoridade. Ela não é um bebê do mal que quer me tirar do sério o tempo inteiro e me sacanear. Ela só é uma bebê curiosa, uma bebê normal. E após refletir eu descobri que o NÃO, NÃO FUNCIONA!!!

Vamos lá, há pouco mais de 1 ano ela estava dentro da minha barriga, quietinha, em seu mundinho apertado. De repente... BUUUM. Nasceu. pessoas estranhas, vozes, temperatura diferente e desde então um mundo de sensações e aprendizados. Tudo novo, tudo rápido, tudo intenso. Sério, deve ser bem complicado ser bebê. As coisas acontecem bem rápido. Ela era um bebezinho, mexe perninhas, bracinhos, logo está girando, rolando, se arrasta, engatinha, anda. Tantas cores, tantas texturas, tantos sons. Percebe que pode se mover, que pode falar, pode subir e descobre rapidamente o que Newton demorou uma vida inteira, que toda ação tem uma reação. Joga as coisas no chão pra buscarmos, sobe nas coisas, espalha tudo. Por quê? Por quê é divertido. Por quê é curioso. Por quê é novo. 

E aí, no meio de tantas novidades viramos uma máquina de NÃO! Se me filmassem acredito que eu falaria mais de mil nãos por dia, até que eu mudei minha abordagem. Vamos observar a diferença:

Sara não mexa no carregador do celular!!!   X     Aaaah você quer mexer no carregador do celular. Você quer encaixá-lo na tomada? você sabia que você pode acabar se machucando? Já que você gosta de encaixar que tal se fôssemos brincar com seus brinquedos de encaixe e você me mostra como faz. 

Quando seu bebê quer fazer coisas perigosas, na verdade ele está apenas tentando repetir situações comuns que fazemos e/ou estão curiosos. Até ontem eles estavam em sua barriga, ele não tem como saber o porquê não pode fazer as coisas. Antes de usar o não de primeira, tente colocá-lo com última opção. Como?

1º -  Reconheça a necessidade da criança. Antes de dizer o não experimente usar a palavrinha mágica "Ah!..." 
Ah você quer brincar com meu celular? Ah você gosta de pular na cama? Ah você quer mexer no lixo?

Não quer dizer que você concorde com o que está acontecendo e sim que você reconhece a necessidade da criança.

2º - Participar, explicar a verdade e propor acordos.
- Você gosta de brincar com meu celular, eu também gosto muito dele, é divertido não é mesmo? Mas tem muitas coisas que você ainda não sabe mexer e pode acabar quebrando, então vou ficar aqui do seu lado e te ajudar tá bom? 
- Pular na cama é muito divertido mas você pode acabar caindo se eu não estiver por perto que tal ao invés disso irmos brincar no quintal?
- você quer ver o que tem no lixo né. Aqui colocamos o que não usamos mais, você quer me ajudar a colocar essas coisas no lixo e depois levamos pra lixeira juntos pro lixeiro levar nosso lixo embora?

 Não quer dizer que você nunca dirá NÃO aos seus filhos, mas experimentem fazer esse exercício. Aqui tem funcionado bastante, é diário, todo tempo, todo minuto. Reconhecer que eles são páginas em branco prontas para serem escritas, somos co-autores desses livros e que não é nada fácil ser criança.

Sara fazendo bagunça no meio das panelas, tirei a roupa dela, dei algumas coisas que ela pudesse brincar e ficou ali me ajudando a fazer o jantar :)

 
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